Ciro Dias Reis l Bilionários do mundo ficaram US$ 4 trilhões mais ricos entre 2025 e 2026

Mundo ganhou mais de um bilionário por dia ao longo do ano passado

Categoria privilegiada ficou US$ 4 trilhões mais rica em doze meses

As listas das pessoas mais ricas do planeta sempre geram interesse e fascínio. A mais tradicional delas, da publicação americana Forbes, acaba de ser divulgada com revelações impressionantes. Ela aponta a existência de um recorde de 3.428 herdeiros, empresários, executivos e celebridades situados no patamar de bilionários, 400 mais do que em 2025.

Portanto, o mundo ganhou mais de um bilionário por dia ao longo do ano passado. Essa categoria privilegiada ficou US$ 4 trilhões mais rica em doze meses, somando agora um patrimônio conjunto de US$ 20,1 trilhões, número superior ao do Produto Interno Bruto (PIB) da China, que é de US$ 19,4 trilhões.

A linha de corte para entrar naquele grupo seleto foi possuir um patrimônio líquido mínimo de US$ 1 bilhão de dólares, valor considerado a partir dos preços de ativos, ações e taxas de câmbio em 1º. de março deste ano.

Os bilionários são de 80 países e territórios ao redor do globo. Os Estados Unidos totalizam 989 nomes, seguidos pela China (incluindo Hong-Kong) com 610. A Índia ocupa o terceiro lugar, com 229 cidadãos.

O ranking continua dominado por homens, embora as mulheres sigam ganhando espaço. Este ano 481 delas estão na lista, elevando o contingente feminino a 14% do total.

A fortuna média dos mais abonados do planeta, que era de US$ 5,3 bilhões em 2025, agora subiu para US$ 5,8 bilhões.

Elon Musk continua no topo, com US$ 839 bilhões, estonteantes US$ 497 bilhões a mais do que há um ano. Com isso ele se aproxima de um novo recorde, que seria atingir a condição de primeiro trilionário da História. A magnitude de sua fortuna pessoal impressiona por representar mais do que o triplo daquela conquistada pelos bilionários mais próximos. O segundo e o terceiro colocados são os co-fundadores do Google Larry Page (US$ 257 bilhões) e Sergey Brin (US$ 237 bilhões), que juntos estão US$ 212 bilhões mais ricos do que no ano passado e ultrapassaram outros titãs do ambiente digital: Jeff Bezos, da Amazon; Larry Ellison, da Oracle; Mark Zuckerberg, de Facebook/Meta.

São agora 20 (eram 15 em 2025) os personagens que fazem parte do ainda mais exclusivo “Clube dos 100 Bilhões de Dólares”, fortunas que ultrapassam a marca de doze dígitos. Quase metade daqueles 20 ultraprivilegiados enriqueceu no setor de tecnologia. Entre os cinco novos nomes a atingir aqueles doze dígitos está o

magnata das criptomoedas Changpeng Zhao, ou CZ , que saiu de uma sentença de quatro meses de prisão em 2024 graças a um indulto concedido por Donald Trump, segundo a Forbes. CZ possui agora um patrimônio estimado em US$ 110 bilhões de dólares, ultrapassando Bill Gates.

Trump, por sua vez, ficou US$ 1,4 bilhão de dólares mais rico, principalmente em função dos lucros com criptomoedas durante seu primeiro ano do segundo mandato e também à anulação de uma sentença de meio bilhão de dólares resultante de fraude civil em Nova York. Ele saltou no período da 700ª. posição na lista dos mais endinheirados do mundo para a 645ª posição, com um patrimônio líquido estimado agora em US$ 6,5 bilhões.

O levantamento deste ano indica que 390 nomes entraram para a lista pela primeira vez, alguns deles como resultado de atividades artísticas e esportivas. O ídolo do hip hop Dr. Dre é um exemplo, assim como a estrela pop Beyoncé e o tenista suíço Roger Federer. Também estrearam no grupo Greg Abel, que sucedeu Warren Buffett como CEO da empresa de investimentos Berkshire Hathaway em janeiro último, e Kimbal Musk, irmão mais novo de Elon Musk.

Mas há também os newcomers que chegam a partir dos negócios com inteligência artificial: eles são 86 novos membros do clube.

Há 70 brasileiros na lista deste ano da Forbes, sendo os cinco melhores colocados o co-fundador do Facebook, Eduardo Saverin (US$ 36,0 billhões); André Esteves, principal acionista do BTG-Pactual (US$ 18,3 bilhões); Jorge Paulo Lemann do 3G Capital (US$ 18,3 bilhões); Fernando Roberto Moreira Salles e Pedro Moreia Salles, do Itaú Unibanco (respectivamente US$ 9,3 bilhões e US$ 8,6 bilhões).

Leia também

Ciro é atualmente board member da International Communications Consultancy Organization (ICCO) sediada em Londres; membro do Copenhaguen Institute for Futures Studies, na Dinamarca; membro do Crisis Communications Think Tank da Universidade da Georgia (EUA). Atua ainda como coordenador do PROI Latam Squad, grupo de agências de comunicação presente em sete países da América Latina.

A opinião deste artigo é do articulista e não reflete, necessariamente, a posição da Itatiaia.

Ouvindo...