Órbi ICT | Fomento à inovação exige estratégia para acessar recursos disponíveis no país

Apesar do volume expressivo de recursos disponíveis, muitas empresas ainda encontram dificuldades para acessar oportunidades

Sede do Órbi ICT, no bairro Lagoinha, em Belo Horizonte

O Brasil vive um novo ciclo de investimentos em ciência, tecnologia e inovação. Programas federais, como o Mais Inovação, reúnem instrumentos operados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Finep e BNDES, com mais de R$ 108 bilhões previstos para apoiar projetos inovadores nos próximos anos.

Mas, apesar do volume expressivo de recursos disponíveis, muitas empresas ainda encontram dificuldades para acessar essas oportunidades.

Segundo Janayna Bhering, diretora de fomento à inovação do Órbi ICT, o principal desafio não costuma ser a falta de inovação dentro das empresas, mas a dificuldade de estruturar projetos dentro da lógica exigida pelos programas de financiamento.

“Existe um mito de que o acesso ao fomento depende apenas de ideias altamente disruptivas. Na realidade, o que pesa na avaliação é a clareza estratégica do projeto, a consistência técnica da proposta e o impacto que ela pode gerar em termos de mercado, produtividade ou competitividade”, explica.

Conectar inovação e financiamento

Para enfrentar esse desafio, o Órbi atua como uma plataforma de articulação entre empresas, startups, instituições científicas e tecnológicas e agentes financiadores. A partir da frente de fomento à inovação, o propósito é transformar demandas reais do mercado em projetos estruturados e elegíveis para instrumentos de financiamento.

“O nosso papel é conectar desafios empresariais a soluções tecnológicas e estruturar projetos que tenham capacidade de captar recursos. Muitas empresas já possuem iniciativas inovadoras, mas ainda não as organizaram dentro da lógica de um projeto financiável”, afirma Janayna.

Como Instituição Científica e Tecnológica (ICT), o Órbi também pode atuar diretamente na execução de projetos, especialmente em áreas ligadas a tecnologias emergentes, como inteligência artificial generativa (IA gen) e big data.

Apoio em diferentes estágios de inovação

De acordo com a diretora, a frente de fomento do Órbi atua em diferentes etapas da jornada de inovação. O apoio pode envolver desde pesquisa aplicada e provas de conceito, passando pelo desenvolvimento tecnológico, até processos de validação de mercado e escalabilidade de negócios de base tecnológica.

No que diz respeito à captação de recursos, o Órbi conta com uma equipe de especialistas que apoia pesquisadores, empresas e empreendedores em todas as etapas do processo, passando pelo diagnóstico do projeto, mapeamento do edital mais aderente, apoio na elaboração e submissão do projeto até o acompanhamento na execução dos recursos.

“Cada projeto possui um estágio de maturidade diferente. Nosso trabalho é entender em que momento ele está e ajudar a estruturar o melhor caminho para acessar instrumentos de financiamento de forma assertiva e ágil”, detalha Janayna.

Entre os instrumentos de captação mais utilizados estão subvenção econômica, crédito incentivado, recursos não reembolsáveis, encomendas tecnológicas e parcerias público-privadas.

Ecossistema mais robusto e mais competitivo

Nos últimos anos, o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação em Minas Gerais também passou por uma evolução significativa. Hoje existe uma diversidade maior de fontes de financiamento, que envolve desde programas públicos até fundos privados e iniciativas de venture capital.

“Há mais instrumentos disponíveis e mais divulgação dessas oportunidades. Mas isso também aumentou a concorrência e o nível de exigência técnica dos projetos”, afirma Janayna. Segundo ela, esse cenário reforça a necessidade de planejamento estratégico. “Empresas que estruturam sua agenda de inovação com antecedência conseguem alinhar projetos às políticas públicas e aproveitar melhor as oportunidades de financiamento.”

Na avaliação da diretora, estruturar internamente a capacidade de captar recursos para inovação tem se tornado cada vez mais estratégico para empresas de todos os portes. Isso porque os instrumentos de fomento permitem reduzir riscos no desenvolvimento tecnológico e acelerar processos de inovação.

“Quando a empresa incorpora a captação de recursos como parte da estratégia de inovação, ela deixa de agir de forma reativa e passa a planejar o crescimento tecnológico de forma estruturada”, afirma.

Radar Órbi

Para facilitar o acesso às oportunidades disponíveis, o Órbi ICT criou um canal que reúne editais e programas de financiamento voltados a projetos de inovação. Trata-se do Radar Órbi, uma iniciativa que faz a curadoria recorrente das principais oportunidades de captação de recursos disponíveis no país.

O objetivo é ampliar o acesso à informação e conectar empresas, pesquisadores e empreendedores a projetos com potencial de captação de recursos. Interessados em acompanhar essas oportunidades podem se inscrever no Radar por meio do formulário disponível on-line.

Inscreva-se no Radar Órbi: https://forms.gle/LEcidaGcQ4By1zDx6

Leia também

O Órbi ICT é um hub de soluções tecnológicas, educação e impacto social fundado em Belo Horizonte por Inter, MRV&Co e Localiza&Co e mantém uma coluna publicada semanalmente às terças-feiras no portal da Itatiaia.

A opinião deste artigo é do articulista e não reflete, necessariamente, a posição da Itatiaia.

Ouvindo...