A Prefeitura de Congonhas anunciou na tarde desta segunda-feira (26) a suspensão provisória dos alvarás de funcionamento de minas da Vale na cidade. A medida ocorre após
A decisão foi oficializada pelo ofício n.º PMC/GAB/21/2026, assinado pelo prefeito Anderson Costa Cabido (PSB).
Além da suspensão provisória dos alvarás, a Prefeitura de Congonhas determinou que a Vale apresente e implemente uma série de medidas, como:
- Levantamento quantitativo e qualitativo dos sumps existentes nas Minas de Fábrica e de Viga;
- Caracterização geotécnica do material depositado nos sumps;
- Declaração de Condição de Estabilidade das Estruturas;
- Apresentação, no prazo máximo de 5 (cinco) dias, de um Plano Técnico de Monitoramento dos Sumps;
- Doação ao Município de Congonhas de equipamentos técnicos necessários ao acompanhamento independente.
Caso a mineradora não cumpra as determinações estabelecidas pelo ofício, a Prefeitura de Congonhas afirmou que tomará as medidas administrativas, civis e legais cabíveis.
A Itatiaia entrou em contato com a Vale, caso queira se posicionar sobre as decisões da Prefeitura de Congonhas. O espaço segue aberto.
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Secretário critica ‘omissão’ da Vale
João Luís Lobo, secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, afirmou em um vídeo publicado nas redes sociais da Prefeitura de Congonhas que a Vale demorou a informar sobre as ocorrências. Ele chamou a postura da empresa de “omissão”.
Segundo o secretário, o extravasamento na mina de Fábrica, localizada em Ouro Preto e que afetou áreas de Congonhas, ocorreu às 1h da madrugada e foi avisada às 12h. O segundo caso, na mina Viga, aconteceu às 16h e foi comunicado às 23h.
“Sete anos após o rompimento em Brumadinho, a empresa, a Vale, omitindo informações muito importantes. Para nós agirmos de forma rápida, tem que chegar rápido para nós. E isso não aconteceu por duas vezes no mesmo dia”, disse.
Duas ocorrências em menos de 24 horas
Duas estruturas da Vale na Região Central de Minas Gerais registraram ocorrências de extravasamento nesse domingo (25).
O primeiro caso foi durante a madrugada na mina de Fábrica, em Ouro Preto. O líquido
Horas depois, um segundo extravasamento de água com sedimentos foi registrado na mina Viga, localizada entre a Plataforma e o Esmeril, em Congonhas. Assista abaixo:
Ambos os incidentes aconteceram exatos sete anos após o
O desastre, ocorrido em 25 de janeiro de 2019, deixou 270 mortos, ou 272, se contadas as vítimas que estavam grávidas. O caso segue impactando profundamente a vida de famílias e cidades atingidas, que ainda cobram justiça, responsabilização criminal e avanços concretos na reparação.