Promotor suspeito de comprar votos em Macapá-AP é afastado; caso é investigado

Esquema teria envolvido a distribuição de quantias em dinheiro, cestas básicas e o transporte irregular de eleitores no dia da votação

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) determinou o afastamento por 60 dias do promotor João Paulo Furlan, sob a suspeita de participação em um esquema de compra de votos para beneficiar a eleição de seu irmão, Dr. Furlan (MDB), à prefeitura de Macapá-AP em 2020.

De acordo com a CNN Brasil, a decisão, assinada pelo corregedor-geral Ângelo Fabiano Costa no último dia 13, também proíbe o acesso do promotor às dependências e aos sistemas internos do Ministério Público.

Segundo parecer que fundamenta a medida, o promotor teria apresentado conduta incompatível com o cargo, além de indícios de improbidade administrativa e descumprimento de deveres funcionais.

A investigação, conduzida pelo Ministério Público Eleitoral do Amapá ao longo de cinco anos, aponta que o esquema envolveu a distribuição de quantias em dinheiro, cestas básicas e o transporte irregular de eleitores no dia da votação. Mensagens interceptadas pela Polícia Federal no celular de um motorista reforçam os indícios de vínculo entre o promotor e a logística da campanha.

Em nota, o promotor João Paulo Furlan afirmou ter sido surpreendido pela decisão e classificou o afastamento como arbitrário, argumentando que o caso já havia sido arquivado anteriormente pelo CNMP.

O prefeito Dr. Furlan também negou qualquer ilegalidade no pleito de 2020 e criticou a divulgação de documentos que tramitam sob segredo de justiça. Os órgãos oficiais envolvidos informaram que não podem se manifestar sobre os detalhes do processo devido ao sigilo judicial.

Com informações de CNN Brasil

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