O extravasamento ocorrido na madrugada desse domingo (25) na
“Cerca de 260 mil m³. Para dar uma ideia, equivale de 80 a 85 piscinas olímpicas esse fluxo que desceu pelo bueiro e acabou indo para a área da CSN”, afirmou.
Segundo o executivo, a ocorrência não impactou a estrutura principal da CSN Mineração. Além disso, a cava que registrou o extravasamento está “em condição de estabilização”.
“Desde o momento em que a gente teve conhecimento do evento, a gente vem trabalhando junto com a CSN. O volume de água é pequeno. Ele não vai afetar a estabilidade da estrutura das estruturas da CSN”, acrescentou.
Rafael Bittar disse que a ocorrência na mina de Fábrica foi
“Essa água acabou passando por essa proteção temporária, passando num volume excessivo pelo bueiro e descendo a jusante ali para a área da CSN um volume concentrado de água”, detalhou.
Duas ocorrências em menos de 24 horas
Duas estruturas da Vale na Região Central de Minas Gerais registraram ocorrências de extravasamento nesse domingo (25).
O primeiro caso foi durante a madrugada na mina de Fábrica, em Ouro Preto. O líquido
Horas depois, um segundo extravasamento de água com sedimentos foi registrado na mina Viga, localizada entre a Plataforma e o Esmeril, em Congonhas. Assista abaixo:
Ambos os incidentes aconteceram exatos anos após o
O desastre, ocorrido em 25 de janeiro de 2019, deixou 270 mortos, ou 272, se contadas as vítimas que estavam grávidas. O caso segue impactando profundamente a vida de famílias e cidades atingidas, que ainda cobram justiça, responsabilização criminal e avanços concretos na reparação.
Nota da Vale
“A Vale esclarece que os extravasamentos de água identificados em Congonhas e Ouro Preto no domingo (25) foram contidos. Ninguém ficou ferido e a população e as comunidades próximas não foram afetadas.
Nenhuma das duas situações tem qualquer relação com as barragens da Vale na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e são monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana. A Vale esclarece, ainda, que não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra).
A Vale realiza periodicamente ações preventivas de inspeção e manutenção de suas estruturas, que são seguras. A empresa reforça esses procedimentos durante o intenso período chuvoso. As causas dos dois extravasamentos estão sendo apuradas e os aprendizados extraídos serão imediatamente incorporados aos planos de chuva da companhia. A Vale segue à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.”