O déficit das contas externas brasileiras subiu para US$ 68,8 bilhões em 2025, um crescimento de 4% ante 2024, quando o resultado foi de US$ 66,2 bilhões negativos, segundo dados divulgados pelo
Segundo o BC, o rombo é o pior resultado desde 2014, quando o rombo foi calculado em US$ 110 bilhões. A autoridade monetária explica que o aumento de US$ 2,6 bilhões no déficit deveu-se à redução de US$ 5,9 bilhões no superávit da balança comercial. Esse indicador foi impactado pelo aumento das importações, que cresceram 6,7% em relação a 2024 (US$ 280,4 bilhões).
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Porém, o relatório destaca que essa queda no superávit do comércio exterior é parcialmente compensada pela queda no déficit de serviços em US$ 2,2 bilhões, bem como pelo aumento no superávit de renda secundária - US$ 1,0 bilhão.
Em dezembro de 2025, o rombo foi estimado em US$ 3,4 bilhões, uma queda em relação ao resultado do mesmo período de 2024 (-US$ 10,2 bilhões). Na comparação interanual, a redução no déficit em transações correntes decorreu de um superávit comercial de US$ 4,7 bilhões, e redução no déficit de serviços de US$ 1,2 bilhão.
As transações correntes são calculadas considerando a balança comercial, os serviços adquiridos por brasileiros no exterior, e remessas de juros, lucros e dividendos de brasileiros para o exterior. Esse último indicador teve um resultado negativo de US$ 81,3 bilhões, mesmo valor observado em 2024.
Investimento estrangeiro também subiu
Apesar do resultado nas contas externas, o país teve um impulso de investimento estrangeiro em 2025, se comparado com 2024. Os recursos do exterior aplicados no Brasil foram na ordem de US$ 77,6 bilhões, contra US$ 74,1 bilhões no ano anterior.
O valor representa o melhor resultado desde 2018, quando o investimento estrangeiro direto no Brasil foi de US$ 78 bilhões. Segundo o chefe do Departamento de Estatística do BC, Fernando Rocha, o déficit externo está financiado por capitais de longo prazo, que têm fluxo e estoque de “boa qualidade”. “Isso reafirma uma situação de contas externas bastante sólidas”, disse.