A cotação do ouro ultrapassou a marca de US$5,1 mil por onça pela primeira vez na história, em meio às incertezas globais causadas pelas políticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O preço atingiu US$5.111,07 (cerca de R$27.023) nesta segunda-feira (26), enquanto a prata marca US$109 (R$576) por onça.
Como comparação, em janeiro de 2024, o ouro era negociado pouco acima de US$2.000 por onça (cerca de R$ 9.000, na cotação da época). O valor subiu recentemente com a crescente ambição de Trump pela Groenlândia e sua pressão sobre o Federal Reserve (Banco Central Americano), embora nos últimos dois anos o metal precioso tenha se fortalecido devido a fatores como a fraqueza do dólar e a alta inflação global.
A guerra da Rússia contra a Ucrânia e os conflitos na Faixa de Gaza causados por Israel também se tornam fatores para a valorização do ouro, assim como as operações militares dos Estados Unidos na Venezuela.
“Nos últimos dias, a ação sobre o preço do ouro tem sido um comportamento típico de um ativo de refúgio”, comentou Fawad Razaqzada, analista de mercado da Forex.com, à Agência France-Presse. “A demanda subjacente por proteção ainda existe. A confiança no dólar e nos títulos parece um pouco instável”, acrescentou
Enquanto isso, o dólar americano se desvalorizou nesta segunda-feira em meio a especulações de que as autoridades americanas se juntariam às suas contrapartes japonesas no apoio ao iene após uma recente desvalorização.
Informações de que o Federal Reserve de Nova Iorque havia consultado operadores sobre a taxa de câmbio do iene desencadearam uma valorização da moeda japonesa, que atingiu 153,89 por dólar, nível mais alto desde novembro.
A perspectiva de que as autoridades tomem ações no mercado financeiro levou a uma queda do dólar americano em relação ao euro, à libra esterlina, ao won sul-coreano e ao dólar de Singapura.
*Com informações da AFP
(Sob supervisão de Aline Campolina)