Documentos tornados públicos na última sexta-feira (23) detalham o depoimento prestado à Polícia Federal por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em 30 de dezembro. No interrogatório, o empresário abordou as tratativas de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB), a dependência do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e as divergências com o Banco Central que culminaram na liquidação da empresa.
Negociações e relação com Ibaneis Rocha
Vorcaro confirmou às autoridades que manteve agendas com o governador do Distrito Federal,
Modelo de negócio e crise de liquidez
O empresário admitiu que a estratégia operacional do Banco Master era integralmente estruturada sobre o suporte do FGC, alegando que a prática estava em conformidade com as normas do setor financeiro. No entanto, ele reconheceu a existência de problemas de liquidez durante o período.
Sobre a operação de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado da empresa Tirreno, Vorcaro admitiu falhas nos mecanismos de controle interno. O banqueiro afirmou que a instituição não fiscalizava a origem dos ativos, limitando-se a análises de compliance, e classificou a aquisição de créditos de terceiros nessa escala como um procedimento inédito e de alto risco para o banco.
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Conflitos com o Banco Central
A defesa de Vorcaro sustenta que a negociação com o BRB possuía viabilidade técnica e foi acompanhada pelo Banco Central. Ele criticou a decisão da autarquia, em novembro de 2025, de optar pela liquidação em vez de uma solução de mercado, apontando supostas divisões internas no órgão regulador.
O empresário também refutou suspeitas de tentativa de evasão do país ao mencionar uma viagem planejada a Dubai, afirmando que o deslocamento havia sido comunicado previamente às autoridades competentes.
*Com informações de CNN Brasil