O diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, vai abrir mão de seus sigilos para provar que não recomendou ao
Aquino vai colocar à disposição do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) suas informações bancárias, fiscais e as conversas com o
“A propósito de notícias relacionadas a cessões de carteiras de crédito do Banco Master para o BRB, o Banco Central informa que, sob o comando do Diretor Ailton de Aquino Santos, a área de Supervisão da Autarquia foi responsável pela identificação de inconsistências nas referidas operações, tendo, de imediato, promovido rigorosas investigações, que levaram à demonstração da insubsistência dos ativos integrantes de tais carteiras”, disse.
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A suposta atuação de Aquino no caso foi divulgada pelo blog da jornalista Malu Gaspar, no jornal O Globo. A publicação noticia que Aquino enviou mensagens a Paulo Henrique Costa pedindo a aquisição de créditos para socorrer o conglomerado do empresário Daniel Vorcaro, que então apresentava problemas de liquidez.
Porém, o BC nega a informação e afirma que foi a área chefiada por Aquino que promoveu a comunicação da fraude do Master ao MPF, acompanhada de documentação comprobatória e criteriosas análises técnicas.
Também foi do diretor a iniciativa de levar ao comando do BC a liquidação extrajudicial do Master. “Portanto, o Diretor Ailton de Aquino afirma que, obviamente, jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas”, emendou o BC em nota.
Ainda de acordo a reportagem de O Globo, as mensagens foram apresentadas por Paulo Henrique Costa aos conselheiros do BRB em março de 2025. Na ocasião, foi aprovada a proposta de compra de 58% das ações do conglomerado do Master, operação que posteriormente foi barrada pelo BC por riscos ao Sistema Financeiro Nacional (SFN).
As investigações apontam que o BRB teria injetado R$ 16,7 bilhões no Master entre 2024 e 2025, na compra de carteiras de crédito falsas e ativos irregulares. No ano passado, o BRB informou que já teria liquidado ou substituído mais de R$ 10 bilhões dos ativos do Master, e disse que poderia receber um aporte do seu controlador, o governo do Distrito Federal, caso seja confirmado o prejuízo no caso Master.
Na quarta-feira (21), a operadora
“O Banco Central tem a obrigação legal de acompanhar permanentemente as condições de liquidez, inclusive aquisições de ativos entre instituições financeiras, visando a assegurar a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e resguardar os interesses dos depositantes, investidores e demais credores. No exercício desse mandato, a área de Supervisão do Banco Central, na forma da legislação em vigor, rotineiramente monitora riscos e busca soluções para eventuais problemas de liquidez que venham a ser identificados em toda e qualquer instituição financeira”, disse a nota do BC.