Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 4% em 2026

Pesquisa do Banco Central mostra uma queda na expectativa da inflação pela terceira semana seguida

A sede do Banco Central, em Brasília

Os economistas do mercado financeiro reduziram pela terceira semana seguida a previsão da inflação para 2026. Segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (26) pelo Banco Central, a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi reduzida de 4,02% para 4,00%.

Apesar de pequena, a queda contínua aproxima a expectativa da inflação para o centro da meta de 3% definida pelo Banco Central. A projeção ainda leva o indicador para 0,5 ponto percentual abaixo do teto da meta, que considera um intervalo de 1,5 p.p (4,5%).

A inflação é o principal dado para a definição da política monetária do BC, que decide na próxima quarta-feira (28) a taxa básica de juros. A expectativa do mercado é de que o Comitê de Política Monetária mantenha a Selic em 15% ao ano, mas com um comunicado que possa sinalizar o primeiro corte de 0,5 p.p em março.

Para 2026, o Focus aponta para uma Selic em 12,25% ao ano em 2026, patamar mantido pela quinta semana seguida. Considerando o recorte por mês, a taxa de referência do mercado foi mantida em 15% em janeiro pela sétima semana seguida, enquanto o corte em março é esperado pela 17º semana consecutiva.

A pesquisa do BC ainda mostra uma previsão de 1,8% para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, pela sétima semana seguida, e um câmbio cotado em R$ 5,50, pela 15ª semana.

Para 2027, o Focus estima um IPCA em 3,8%; um PIB em 1,80%; o câmbio cotado a R$ 5,51; e a Selic estimada em 10,5%. Para 2028, a projeção é de uma inflação em 3,50%; PIB crescendo 2%; dólar cotado em R$ 5,52; e a Selic a 10% ao ano.

Focus2026202720282029
IPCA4,00%3,80%3,50%3,50%
PIB Total1,80%1,80%2,00%2,00%
CâmbioR$ 5,50R$ 5,51R$ 5,52R$ 5,58
Selic12,25%10,50%10,00%9,50%
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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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