Brasileiros nos EUA relatam impactos de nevasca que já matou ao menos 10 pessoas

Tempestade de inverno atingiu grande parte do país e causou vários impactos

Pessoas removem a neve com pás ao longo de uma rua residencial no bairro de Charlestown, em Boston, Massachusetts, em 26 de janeiro de 2026.

Grande parte dos Estados Unidos é atingida por uma forte tempestade de inverno, com frio intenso, neve e chuva congelante. A megatempestade já é considerada como uma das mais severas em 40 anos por especialistas.

Ao menos 10 mortes foram registradas até o momento, com casos de hipotermia e acidentes. Em algumas regiões, a sensação térmica chegou a - 40 graus. Mais de 14 mil voos foram cancelados e ao menos 20 estados declararam estado de emergência.

Segundo o economista Carlos Alberto de Resende Júnior, morador de Maryland, cidade próxima a Washington, o maior impacto é na mobilidade, uma vez que o município não é adaptado a ocorrências desse tipo.

“No Canadá, por exemplo, onde eu morei por 12 anos, a nevasca cai e imediatamente as autoridades se mobilizam, mobilizam recursos para limpar todas as ruas ou as ruas principais. Aqui [em Maryland] não é assim”, disse.

“Aqui eles limpam as rodovias principais, mas as ruas e as estradas menos usadas custam a ser liberadas. Então a neve se acumula e fica ali, as pessoas não podem sair das suas casas”, acrescentou.

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Conforme o brasileiro, os carros também não são adaptados, portanto o risco de acidentes é alto.

Já para a mineira Maria Oliveira, que mora no Queens, em Nova York, apesar da nevasca forte, os serviços seguem funcionando.

“O supermercado tá bem. O pessoal avisou uma semana antes para a gente se preparar, muita gente corre e compra coisa exagerada que não precisa, mas não tá faltando nada”, relatou.

“Eu saí lá fora com o meu filho para dar uma volta e as ruas estão todas limpas. A cada meia hora o carro da prefeitura passa puxando a neve para o lado e jogando sal. O transorte está bom, andando devagar, porque é perigoso”, concluiu.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o fenômeno como “histórico” e pediu cautela à população. A previsão é de que o frio continue, e a população foi orientada a evitar deslocamentos desnecessários e redobrar cuidados com aquecimento, energia e alimentação.

Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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