Cármen Lúcia alerta para risco da desinformação e da IA nas eleições de outubro

A presidente do TSE e o diretor-geral da PF participaram, nesta terça-feira, de um seminário da Justiça Eleitoral sobre desinformação, comunicação e segurança

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia.

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, expressou, nesta terça-feira (27), preocupação com o avanço da desinformação e o uso da inteligência artificial (IA) durante a campanha e as eleições que acontecerão em outubro deste ano. Os temas foram citados como desafios da Justiça Eleitoral para identificar possíveis manipulações sem ferir a liberdade de expressão.

A declaração foi dada durante a abertura de um seminário promovido pela Justiça Eleitoral sobre segurança, comunicação e desinformação, com foco nas eleições de 2026. Além da ministra, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, também participou do evento.

A presidente afirmou que, para garantir a transparência da disputa eleitoral, será preciso assegurar que os eleitores não sejam manipulados por informações inverídicas, mas vendidas como verdades por meio da IA. "É preciso garantir as liberdades no sentido de fazer com que essas tecnologias sejam utilizadas de maneira transparente, para saber o que foi manipulado, como foi manipulado, se houve essa manipulação e como será essa retirada, sem, de alguma forma, restringir, limitar ou até extinguir a liberdade de expressão, porque ela está garantida constitucionalmente e é a base da democracia”, explicou.

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Ela destacou ainda o papel dos mesários, das forças policiais e dos demais profissionais que trabalham na organização da eleição para garantir a segurança institucional do pleito. “O Brasil merece uma democracia, e nós precisamos garantir que as instituições trabalhem para que essa democracia afetiva e não conflituosa seja assegurada a todos os brasileiros”, afirmou.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que também discursou no evento, afirmou que as instituições e os órgãos precisam trabalhar com o objetivo de garantir a livre escolha do voto, em qualquer candidato, de forma pacífica e segura. “A Polícia Federal tem cumprido o seu papel na face mais visível de todos, que é a parte operacional dos nossos trabalhos investigativos, com independência e autonomia, sem perseguir e sem proteger”, declarou.

Ele reafirmou também o compromisso da PF em garantir a segurança de todos os candidatos à Presidência da República, independentemente de quem sejam e de quantos sejam.

Em outubro, mais de 150 milhões de brasileiros irão votar para os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador de seus respectivos estados, além de senadores e deputados federais e estaduais.

O primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro, o primeiro domingo do mês.

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.

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