Zema se diz ‘diferente’ de outros pré-candidatos de direita nas eleições de 2026

O governador mineiro, durante uma agenda em São Paulo, reafirmou que não vê problema em mais candidaturas de direita à presidência

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), se colocou como “diferente” dos demais pré-candidatos de direita que pleiteiam o Palácio do Planalto nas eleições de outubro. Durante uma agenda em São Paulo, ele afirmou nesta quinta-feira (22) à reportagem que a experiência como empresário do setor privado conta como diferencial, já que, de acordo com ele, “o Brasil tem um vício na área pública de levar politicagem para o setor público”.

O mineiro é apenas um dos políticos cotados para concorrer às eleições. Além dele, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se colocam “à disposição” do eleitorado de direita para participar da disputa eleitoral. Outro nome cotado é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que, no entanto, já afirmou que não tem intenção de disputar o pleito.

Com jornalistas, Zema voltou a reafirmar que não vê os outros pré-candidatos de direita como concorrentes e que não há preocupação com uma eventual divisão dos votos por parte do eleitorado. Na capital paulista, ele disse que mais candidatos não significam “divisão” nem “pulverização”, mas que “vai significar mais votos”. “Nós estaremos todos juntos no segundo turno e isso é o que vai acontecer. No primeiro turno, com certeza, teremos alguns candidatos, mas depois todos nós estaremos contra a esquerda”, declarou.

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Enquanto o governador de Minas não vê problemas na pré-candidatura de outros aliados, o senador Flávio Bolsonaro, no entanto, defendeu a união da direita em um único palanque eleitoral. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele chegou a elogiar outros possíveis presidenciáveis, mas reafirmou a defesa em torno de um único nome: “Precisamos praticar aquilo que a gente prega. Como é que a gente vai unir o Brasil se a gente não consegue unir a direita antes? Não caia em pilha errada”, declarou.

Nos bastidores, surgiu a possibilidade de Zema desistir da presidência para concorrer como vice na chapa de Flávio — o que foi negado pelos dois. O governador reafirmou a pré-candidatura, e o senador informou que não houve nenhuma negociação, mas que as portas “continuam abertas”.

Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduando em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, onde nasceu, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.

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