Zema sobre eleições: ‘Há 40 anos, esquerda só tem um nome e está para aposentar’

Governador de Minas Gerais avaliou o cenário da disputa pelo Palácio do Planalto com muitas alternativas à direta

Romeu Zema é pré-candidato à Presidência da República após dois mandatos à frente de Minas Gerais

Em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira (23), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse ver com bons olhos a variedade de nomes que se colocam como presidenciáveis à direita. Pré-candidato à Presidência da República, o mineiro comparou o cenário da oposição ao da situação na disputa pelo Palácio do Planalto

Zema foi questionado sobre a necessidade de disputar com concorrentes à direita durante a campanha. O governador mineiro respondeu com uma comparação com o cenário da esquerda. Sem citar o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele se remeteu ao petista como o único presidenciável na ala progressista.

“Fico muito satisfeito de termos bons nomes pela direita. Hoje a esquerda, como há 40 anos, só tem um nome que graças a deus está aí para se aposentar. E a direita tem vários nomes e muitos bem mais novos, tem gente até na casa dos 40 anos. Isso fortalece a direita. À medida que você tem mais candidato você tem mais voto, porque nem que seja o voto dele, ele está trazendo. Esses votos serão transferidos para o candidato que passar para o segundo turno e eu já disse que estarei dando total apoio para qualquer candidato da direita”, declarou.

Desde agosto do ano passado, Zema já se declarou pré-candidato à Presidência da República e diz reiteradamente que seguirá no embate até o final.

Entre os possíveis candidatos contra quem Zema pode disputar o voto da direita e do antipetismo estão o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e os governadores do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) e de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

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