Lula e Macron defendem fortalecimento da ONU em meio à iniciativa de Trump

Presidentes do Brasil e da França conversaram por telefone nesta terça-feira (27)

O presidente Lula (esq.) e o presidente da França, Emmanuel Macron (dir.)

O presidente da França, Emmanuel Macron, ligou na manhã desta terça-feira (27) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo o Palácio do Planalto, a conversa durou cerca de 1 hora e os dois líderes abordaram, por exemplo, a criação do Conselho da Paz, dos Estados Unidos. Paris já rejeitou integrar o grupo liderado pelo presidente americano, Donald Trump, enquanto Brasília ainda não respondeu ao convite.

Na ligação, Lula e Macron defenderam “o fortalecimento das Nações Unidas e coincidiram que iniciativas em matéria de paz e segurança devem estar alinhadas aos mandatos do Conselho de Segurança e aos princípios e propósitos da Carta da ONU”.

Os presidentes também conversaram sobre a situação da Venezuela. Eles condenaram o uso da força “em violação ao direito internacional” e concordaram sobre a importância de manter a paz e a estabilidade na América do Sul e no mundo.

Assinado no último dia 17, apesar da resistência da França, o acordo comercial entre o Mercosul e União Europeia também foi pauta da conversa.

“O presidente Lula reafirmou sua visão de que o Acordo Mercosul - União Europeia é positivo para os dois blocos e constitui uma importante contribuição para a defesa do multilateralismo e do comércio baseado em regras”, informou o Planalto, em nota.

Ainda de acordo com o comunicado, Lula e Macron também se comprometeram a instruir suas equipes a finalizar as negociações para concluir acordos entre os dois países, ainda no primeiro semestre, nas áreas em que há cooperação bilateral, como defesa, ciência e tecnologia e energia.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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