EUA: Melania Trump pede união após confrontos em Minneapolis: ‘Protestem pacificamente’

Comentário da primeira-dama acontece após a Casa Branca mudar o tom sobre os protestos e violência no estado norte-americano

Melania Trump, primeira-dama dos Estados Unidos

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, pediu aos norte-americanos que se “unissem” após a morte de dois cidadãos estadunidenses por agentes federais em Minneapolis e os protestos generealizados deste mês.

“Precisamos nos unir. Estou pedindo união. Sei que o meu marido, o presidente, teve uma ótima conversa ontem com o governador e o prefeito, e eles estão trabalhando juntos para que a situação seja pacífica e sem tumultos”, disse Melania à “Fox News” nesta terça-feira (27).

Ela ainda ressaltou ser contra a violência. “Por favor, se vocês forem protestar, protestem pacificamente, e precisamos nos unir nestes tempos”, afirmou.

Os comentários da primeira-dama acontecem após uma mudança no tom da Casa Branca sobre os últimos acontecimentos no país. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou, na última segunda (26), o envio de seu “czar” anti-imigração ilegal, Tom Homan, para Minnesota, com a missão de informá-lo pessoalmente sobre a situação no estado.

Na mesma data, o republicano divulgou que teve uma ligação telefônica com o governador de Minnesota, Tim Walz. Ele classificou a conversa como “positiva” e afirmou que os dois estão em “sintonia.”

“O governador Tim Walz ligou para me pedir que trabalhemos conjuntamente. Foi uma ligação muito positiva e, na verdade, parece que estamos em sintonia. Vamos voltar a nos falar muito em breve”, escreveu na própria plataforma, a Truth Social.

Protestos e violência em Minnesota

Com uma forte política anti-imigratória, o Departamento de Segurança Interna anunciou que, em 6 de janeiro, realizou a maior operação de aplicação da lei migratória já realizada, enviando 2 mil agentes para a região metropolitana de Minneapolis-Saint Paul.

No dia seguinte, em 7 de janeiro, a cidadã estadunidense, Renee Good, de 37 anos, foi morta dentro do próprio carro por um agente do do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Mãe de 3 filhos, ela morava com o marido nas Cidades Gêmeas (Minneapolis e St. Paul).

A morte de Renee despertou um grande movimento de mais de mil manifestações no país. Mais de mil protestos foram convocados em 10 de janeiro, buscando exigir o fim das ações de larga escala promovidas pelo ICE.

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Aproximadamente duas semanas depois, Alex Pretti, de 37 anos, também cidadão norte-americano foi fatalmente baleado por um agente do ICE no último sábado (24). Autoridades federais afirmaram que ele estava armado e teria sacado a arma durante a abordagem.

No entando, o jornal The New York Times analisou vídeos do abordagem que não mostram qualquer sinal de que ele tenha sacado a arma. Pretti tinha permissão para portar o objeto, mas também não há indícios que agentes soubessem que ele estava armado.

Na região metropolitana de Minneapolis, uma criança de cinco anos foi levada por agentes federais na entrada da própria casa, após voltar da pré-escola no dia 20 de janeiro. Atualmente, Liam Conejo Ramos, nascido no Equador, está detido junto com o pai em uma unidade do ICE, no Texas. O advogado da família afirmam que eles estão legais nos país.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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