O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, baixou o tom e anunciou uma ligação com o governador de Minnesota, Tim Walz, nesta segunda-feira (26). A ação do republicano acontece após a morte de dois cidadãos norte-americanos, por agentes federais do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), no último mês. Os dois possuem posições contrárias sobre as ações do ICE.
Em 7 de janeiro,
“O governador Tim Walz ligou para me pedir que trabalhemos conjuntamente. Foi uma ligação muito positiva e, na verdade, parece que estamos em sintonia. Vamos voltar a nos falar muito em breve”, escreveu Trump na própria plataforma, a Truth Social.
O republicano também anunciou o envio de seu “czar” anti-imigração ilegal, Tom Homan, para Minnesota, com a missão de informá-lo pessoalmente sobre a situação no estado.
Homan é um veterano do Departamento de Segurança Interna, encarregado da política de controle da fronteira sul e das deportações de imigrantes em situação irregular.
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Tensão entre Trump e Walz
Após a morte de Pretti no último dia 24, o governador de Minnesota, Tim Walz, fez duras críticas ao presidente estadunidense. Ele classificou a ação do ICE como “repugnante” e ainda declarou que Minnesota “não aguenta mais.”
No domingo (25), ele fez uma pergunta direta a
“Deportamos dez vezes mais estrangeiros ilegais do Texas que de Minneapolis. Por que não há problemas no Texas? Porque no Texas temos a cooperação e o apoio de forças das ordem locais”, disse o procurador-geral adjunto, Todd Blanche.
Mesmo após a ligação telefônica entre Walz e Trump nesta segunda (26), o republicano mantém a pressão política em outra frente política em Minnesota, em pleno ano eleitoral.
“Separadamente, continua uma grande investigação sobre a enorme fraude de serviços sociais, de mais de 20 bilhões de dólares (R$ 105 bilhões), que ocorreu em Minnesota”, explicou.
Relembre os casos
Minneapolis, a cidade mais populosa de Minnesota, tem sido palco de protestos contra operações anti-imigrantes cada vez ais tensos.
Alex Pretti, de 37 anos, cidadão americano e enfermeiro, foi morto por um agente de imigração do Departamento de Segurança Interna no último sábado (24). Autoridades federais disseram que Pretti estava arbado durante e teria sacado a arma durante a abordagem. No entanto, a versão é contestada.
O jornal The New York Times analisou vídeos da abordagem que não mostram qualquer sinal de que ele tenha sacado a arma. Também não há indícios que
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A morte de Pretti é o segundo caso envolvendo operações de imigração em Minneapolis em menos de um mês. Em 7 de janeiro, Renee Good, também de 37 anos, foi morta.
A mulher era mãe de três filhos e foi baleada por um agente federal, dentro do próprio carro, durante uma ação da agência na cidade.
Os dois casos ocorrem em um momento de alta tensão migratória nos