Homem morto por agente de imigração nos EUA segurava celular, e não arma, diz NYT

Imagens analisadas indicam que Alex Pretti, foi baleado nas costas durante operação do Departamento de Segurança Interna em Minneapolis

Alex Pretti, o homem que foi baleado por um agente federal em Minneapolis no sábado (24).

Alex Pretti, de 37 anos, morto por um agente de imigração do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), não estaria segurando uma arma no momento da abordagem, como afirmaram inicialmente as autoridades federais, mas sim um celular. A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times.

O caso ocorreu neste sábado (24), em Minneapolis. Segundo a versão inicial apresentada pelas autoridades americanas, havia um tiroteio durante uma operação do DHS, e Pretti estaria armado e resistindo à abordagem, levando o agente a atirar em legítima defesa.

No entanto, de acordo com o The New York Times, que analisou imagens do ocorrido, Alex Pretti aparece segurando um celular enquanto filma os agentes. Em seguida, ele se aproxima de pessoas que estavam sendo atingidas por spray de pimenta, quando é derrubado e cercado por agentes de imigração.

Ainda segundo o jornal, a arma que pertenceria a Pretti estava escondida e só teria sido localizada após ele já estar imobilizado no chão. Nesse momento, um agente teria retirado a arma, enquanto outros dois efetuaram disparos.

Alex Pretti foi atingido nas costas enquanto estava caído na calçada. As imagens também foram analisadas pela agência Reuters, que identificou o som de quatro tiros disparados em sequência.

Quem era Alex Pretti?

De acordo com a BBC News, Alex foi identificado por familiares como enfermeiro de terapia intensiva e descrito como um entusiasta de atividades ao ar livre. Segundo a família, ele gostava de ciclismo e participou de protestos após a morte de Renee Good, também de 37 anos, baleada por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) dentro de seu carro, no início deste mês.

Pretti trabalhava como enfermeiro de UTI no hospital de veteranos de Minneapolis. A mãe dele afirmou que o filho se preocupava com a revogação de regulamentações ambientais durante o governo Trump.

“Ele detestava ver as pessoas simplesmente destruindo a terra”, disse Susan Pretti à agência AP.

Ela acrescentou: “Ele era um amante da natureza. Levava o cachorro para todo lugar. Ele amava este país, mas odiava o que estavam fazendo com ele.”

Familiares também afirmaram que o único contato de Pretti com a polícia havia sido por meio de multas de trânsito e que ele não tinha antecedentes criminais.

A família informou ainda que Alex possuía uma arma de fogo e tinha porte legal em Minnesota, mas que nunca o viram portar ou usar a arma. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, afirmou que a corporação acredita que Pretti era um proprietário legal de arma com porte autorizado, conforme informou a emissora CBS.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o ‘Tá Sabendo’ no Instagram da Itatiaia.

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