O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, pressionou a União Europeia (UE) nesta segunda-feira (26) para classificar o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) como “organização terrorista” em decorrência do massacre que segue nas manifestações no Irã. Os Estados Unidos designaram a IRGC como organização terrorista em 2019.
“As perdas sofridas pela população civil durante os protestos exigem uma resposta clara”, disse o ministro por publicação feita no X, antigo Twitter. “Irei propor, em coordenação com outros parceiros, que a Guarda Revolucionária seja incluída na lista de organizações terroristas, bem como sanções individuais contra os responsáveis por estes atos hediondos”, completou.
Segundo a Agência de Notícias de Ativistas dos Direitos Humanos (HRANA), seis mil mortes foram confirmadas durante as manifestações no Irã e outras 17 mil têm a causa investigada. As autoridades iranianas reconheceram na última semana como oficial o número de 3.117 mortes.
A UE já sancionou centenas de autoridades iranianas devido à repressão de movimentos de protesto anteriores e ao apoio de Teerã à guerra da Rússia contra a Ucrânia. O bloco também proibiu a exportação para o Irã de uma série de componentes que poderiam ser usados na fabricação de drones e mísseis do país.
Na semana passada, a presidente da UE, Ursula von der Leyen, anunciou planos para proibir exportações adicionais de tecnologias críticas para drones e mísseis.
Um funcionário da UE confirmou na sexta-feira (23) que a proposta de designar a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) como organização terrorista estava em pauta para a reunião desta semana, mas disse que precisa de unanimidade para ser aprovada e que “ainda não chegamos lá".
(Sob supervisão de Aline Campolina)