O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), escolheu seu substituto na titularidade da pasta e deve confirmar a saída do governo para se dedicar à
Segundo apurou a Itatiaia, a saída de Haddad da pasta está prevista para fevereiro. A troca na pasta já era esperada, uma vez que o próprio reafirmou o desejo de contribuir na formulação do programa de governo e ajudar Lula a pensar na estrutura da sua campanha de reeleição. O petista também pode disputar um cargo nas eleições em São Paulo.
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“Eu tenho a intenção de colaborar com a campanha do presidente Lula, e disse isso a ele, que eu não pretendo ser candidato em 2026, mas quero dar uma contribuição para pensar o programa de governo, para pensar como estruturar a campanha dele”, disse Haddad em entrevista ao jornal O Globo, em dezembro.
Ainda segundo o ministro da Fazenda, Lula deu uma resposta “amigável” aos planos, com sinais de que concorda com o movimento. “A reação dele foi muito amigável. Ele falou: “Haddad, você vai colaborar da maneira que você preferir. E qualquer decisão que você tome eu vou respeitar. Mas vamos conversar”, completou.
Haddad afirmou que não pretende coordenar formalmente a campanha de Lula, contribuindo sem ocupar cargos estratégicos. “Quero me colocar à disposição. Posso ajudar no plano de governo. Não estou pedindo posição. Sou servidor público”, disse.
Quem é Dario Durigan?
Durigan é formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Direito e Pesquisa Jurídica pela Universidade de Brasília (UnB).
Antes de ocupar a secretaria-executiva da Fazenda, ele foi procurador da USP, coordenador de projetos do Departamento de Gestão Estratégica da Advocacia Geral da União (AGU) e atuou como assessor da Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, durante o governo de Dilma Rousseff, entre 2011 e 2015.
Ele deixou a Casa Civil para ser assessor especial de Fernando Haddad, na prefeitura de São Paulo, cargo que ocupou de 2015 a 2016.
No ano seguinte, Durigan retornou à AGU, dessa vez na Consultoria Jurídica da União em São Paulo. Ele deixou a função em 2020, quando assumiu a Diretoria de Políticas Públicas do WhatsApp no Brasil, cargo que ocupou por três anos, até ser chamado para ser o número 2 de Haddad na Fazenda.