O vereador de Belo Horizonte Vile Santos (PL),
O parlamentar argumenta ainda que, em caso de aprovação definitiva e regulamentação por parte da prefeitura, será necessário ainda analisar a performance em si, para averiguar se não houve “chamadas” ou “gestos” com alusão a facções criminosas. “Isso acontecendo, a prefeitura poderá anular o contrato e não pagar de forma alguma como o que foi ali estabelecido no show”, afirmou em entrevista à Itatiaia.
“Essa lei ela foi no movimento nacional que a gente viu, porque devido a muitas capitais, a gente vê observado artistas que usam dos shows dos palcos para fazer apologia ao crime organizado. Então eles usam da estrutura, eles usam de todo o fornecimento que a prefeitura dá de aparato, porque o estado dá de aparato para subir em cima do palco e fazer apologia a facções criminosas, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital. E nisso, a gente entende que eles usam deste poder que é dado ali no palco naquele momento para poder atrair mais jovens para as fileiras das facções criminosas”, afirma.
Vile admite que Belo Horizonte não tem um problema “tão latente” em relação às facções criminosas, mas ressalta que o projeto foi pensado para que anuências aos grupos não se alastrem na cidade. “Nós fizemos esse projeto de lei que impede que a Prefeitura de Belo Horizonte ajude de qualquer forma o financiamento público, artistas que façam apologia ao crime organizado. Então vai desde o palco, vai do gradil, vai do banheiro público, vai dar qualquer tipo de assistência ou qualquer tipo de alvará para esse tipo de artista”, diz.
“Você que é MC, que faça as suas letras e tal, pode continuar de boa. Agora, a partir do momento que você usar disso para fazer propaganda para alguma facção criminosa, alguma organização criminosa, aí você não terá mais nenhum tipo de apoio por parte da Prefeitura de Belo Horizonte, apoio financeiro ou mesmo de logística”, conclui.