O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresenta o quadro de pneumonia mais grave entre suas internações recentes, segundo avaliação do cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o caso no Hospital DF Star, em Brasília.
De acordo com o médico, Bolsonaro começou a passar mal por volta das 2h da madrugada, quando apresentou febre alta, dor de cabeça intensa, calafrios e forte mal-estar. Ele foi inicialmente atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Na avaliação inicial, a médica responsável pela saúde de Bolsonaro na prisão suspeitou de um quadro infeccioso. Após a transferência para o hospital, exames laboratoriais e de imagem confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral, mais acentuada no pulmão esquerdo.
Segundo Caiado, a infecção foi causada por broncoaspiração, quando o conteúdo do estômago é aspirado para os pulmões. O médico explicou que o episódio ocorre de forma aguda e pode ser provocado por refluxo.
“O líquido do estômago é contaminado por bactéria. Quando ele entra no pulmão, a infecção se instala naquele momento”, afirmou. “A pneumonia é a maior, mais acentuada em relação às outras que Bolsonaro já teve”, concluiu Caiado em conversa com jornalistas na porta do hospital DF Star.
Histórico problemático
O quadro é considerado grave, principalmente por causa da idade do ex-presidente, que faz 71 anos no próximo dia 21 de março. De acordo com o médico, pneumonias em pacientes idosos podem evoluir para septicemia, quando a bactéria entra na corrente sanguínea.
Bolsonaro também possui histórico de problemas digestivos, como esofagite, gastrite e refluxo gastroesofágico - condições associadas às complicações decorrentes da facada que sofreu durante a campanha presidencial de 2018 e que resultaram em diversas cirurgias ao longo dos anos.
O ex-presidente iniciou tratamento com antibióticos intravenosos, com dois medicamentos administrados diretamente na veia. Segundo Caiado, Bolsonaro deve permanecer internado nos próximos dias para monitoramento constante da equipe médica.
A alta hospitalar dependerá da resposta ao tratamento, e ainda não há previsão para que isso ocorra.