O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou vigilância policial 24 horas e proibiu a entrada de celulares e outros dispositivos eletrônicos no quarto onde o ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na manhã desta sexta-feira (13), no hospital DF Star, em Brasília.
A decisão foi tomada após Bolsonaro apresentar mal-estar na cela onde cumpre pena no Distrito Federal e ser transferido para a unidade hospitalar por orientação médica.
Segundo Moraes, o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, responsável pela detenção de Bolsonaro, deve garantir a segurança permanente do ex-presidente durante toda a internação, mantendo equipes de prontidão dentro e fora do hospital. O ministro também determinou que pelo menos dois policiais militares permaneçam na porta do quarto onde Bolsonaro está internado.
A decisão estabelece ainda que está vedada a entrada de computadores, telefones celulares ou qualquer outro dispositivo eletrônico no quarto ou na unidade de terapia intensiva, com exceção dos equipamentos médicos utilizados no tratamento.
Em sua manifestação, Moraes deixa claro que Bolsonaro está cumprindo pena em regime fechado pela tentativa de golpe de estado - condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. Por isso, mesmo internado, ele permanece sob custódia do Estado, o que exige as medidas de vigilância adotadas pelo relator da prisão de Bolsonaro.
Visitas autorizadas
Moraes autorizou ainda a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como acompanhante durante a internação. Também foram liberadas visitas dos filhos Flávio, Carlos, Jair Renan e Laura Bolsonaro, além da enteada Letícia Marianna Firmo da Silva, filha de Michelle.
O ministro também determinou a suspensão de todas as visitas previamente agendadas no local onde Bolsonaro cumpre pena. Durante o período de internação, outras visitas só poderão ocorrer mediante autorização judicial.
De acordo com relatório médico enviado ao STF, o ex-presidente deu entrada no hospital com suspeita de broncopneumonia aguda de origem aspirativa e iniciou tratamento com antibióticos de amplo espectro, permanecendo sob monitoramento clínico.
Bolsonaro foi levado ao hospital após apresentar um quadro súbito de mal-estar durante a madrugada na Papudinha, onde cumpre pena.