Cruzeiro x Atlético: jogadores podem ser enquadrados em crime de rixa por pancadaria

Fontes da Itatiaia no MP avaliaram que formato da confusão pode terminar em condenação neste tipo de crime

Os jogadores de Cruzeiro e Atlético que se envolveram na briga generalizada no Mineirão no último domingo (8) durante a final do Campeonato Mineiro podem ser enquadrados no crime de rixa. Em reserva, fontes da Itatiaia no Ministério Público afirmaram que há elementos suficientes para conduzir as investigações e responsabilidade dos atletas dentro dessa modalidade criminosa, com pena prevista de 15 dias a dois meses de prisão ou pagamento de multa.

“A condenação pode virar uma anotação no histórico policial do atleta”, garantiu uma fonte.

As fontes acreditam que há mais possibilidades de uma punição coletiva aos envolvidos na pancadaria, justamente o que prevê o crime de rixa.

Nesta modalidade criminosa, a punição é atribuída para mais de três pessoas envolvidas em um tumulto ou briga generalizada, onde há agressões recíprocas e simultâneas sem identificação clara de quem é o agressor e quem é o agredido. Os papéis de vítimas e agressores se misturam durante o tumulto.

Diferente de um crime de lesão corporal, a rixa é caracterizada por uma desordem generalizada. Integrantes no MP acreditam que essa modalidade poderia ser a mais adequada para enquadrar os jogadores, caso eles sejam condenados. Na Polícia Civil, há uma leitura de que os atletas também ser enquadrados por provocação de tumulto.

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Por serem crimes com penas mais leves, os clubes e jogadores podem buscar um acordo no âmbito do Ministério Público, garantiram fontes reservadamente. A condenação pode ser revertida em outros tipos de punição, por exemplo.

A responsabilização dos atletas dependerá do conjunto de provas que será reunido pela Polícia Civil e a forma como elas serão apresentadas ao MP mineiro. Interlocutores disseram à Itatiaia que promotores do Ministério Público já haviam demonstrado interesse em investigar a confusão antes da Polícia Civil informar que abriria a investigação. A briga repercutiu muito mal entre representantes do MP e das forças de segurança, garantiram os interlocutores.

As investigações da Polícia Civil

A Polícia Civil de Minas Gerais informou nesta semana que já instaurou um procedimento para analisar os fatos ocorridos durante a briga. Segundo apurou a Itatiaia, a Delegacia de Eventos e Proteção ao Turista já recebeu a súmula da partida com os relatos do árbitro. Eles também vêm realizando diligências, inclusive a coleta de imagens da pancadaria.

Ao final da investigação, o procedimento será encaminhado ao Ministério Público, com base na Lei Geral do Esporte e no Juizado do Torcedor.

Recorde de expulsões

O árbitro Matheus Candançan (SP) encerrou a partida válida pela final do Mineiro e vencida pelo Cruzeiro por 1 a 0 pois restavam segundos para o fim do jogo no momento do início da pancadaria entre os jogadores. Na súmula, foram registradas 23 expulsões, um recorde de exclusões para uma partida de futebol no Brasil.

Everson, Renan Lodi, Gabriel Delfim, Junior Alonso, Alan Franco, Hulk, Lyanco, Ruan Tressoldi, Alan Minda, Ángelo Preciado e Mateo Cassierta foram os expulsos do Atlético. Do lado cruzeirenses do clássico, Christian, Fabrício Bruno, Lucas Romero, Kaio Jorge, João Marcelo, Kauã Prates, Lucas Villalba, Cássio, Matheus Henrique, Walace, Fagner e Gerson receberam o vermelho.

Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.

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