Flávio comemora rebaixamento de escola que homenageou Lula: 'é sempre uma ideia ruim’

A agremiação, que desfilou com o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, levou a pior nota e foi rebaixada para a Série Ouro

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador eleito pelo Rio de Janeiro.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência do Brasil, comemorou o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula (PT) e ficou no último lugar na apuração do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro neste ano.

Por meio das redes sociais, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) escreveu que “Lula é sempre uma ideia ruim, seja para governar o país, seja para um samba-enredo”.

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A agremiação, fundada em 2018, subiu para a Série Principal em 2025 e, neste ano, escolheu um enredo em homenagem ao presidente Lula para desfilar na Sapucaí: “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.

O desfile percorreu a trajetória do presidente, da infância no Nordeste à chegada ao Palácio do Planalto.

A escolha do petista como homenageado incomodou a oposição ao governo federal no Congresso — já que o desfile foi interpretado, por certos grupos, como “propaganda eleitoral antecipada”.

Além de Lula, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o ex-presidente Bolsonaro também são retratados. A Acadêmicos de Niterói representou o pai de Flávio como um “palhaço”, preso e com tornozeleira eletrônica.

No desfile, a agremiação também criticou a suposta “ família tradicional brasileira”, termo usado para se referir aos eleitores de Bolsonaro. Uma ala retratou um casal heterossexual com filhos dentro de uma lata de conserva — o que provocou ainda mais ataques à escola de samba.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou, por exemplo, que irá acionar a Justiça contra a Acadêmicos de Niterói. De acordo com ele, a representação ultrapassou o limite da liberdade de expressão e da crítica política e configurou “preconceito religioso”.

Em nota pública divulgada na última segunda-feira (16), a escola afirmou que sofreu “perseguições” durante o processo de preparação. “Sofremos ataques políticos, enfrentamos setores conservadores e, de forma ainda mais grave, lidamos com perseguições vindas de gestores do próprio carnaval carioca”, declarou.

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.

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