O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) vai entrar com uma representação no Ministério Público do Rio de Janeiro contra o presidente da escola de samba Acadêmicos de Niterói, Wallace Alves Palhares, por suposto crime de intolerância religiosa.
Segundo o parlamentar mineiro,
“No desfile da Acadêmicos de Niterói, a ala que retratou os cristãos numa “lata de sardinha” como se fossem algo a ser descartado, ultrapassou o limite da crítica política e entrou no terreno perigoso do preconceito religioso. A própria OAB-RJ reconheceu o episódio como intolerância”, diz Nikolas.
“A Constituição garante liberdade religiosa. A Lei 7.716/89 pune atos de discriminação por motivo de religião. Por isso, protocolarei representação no Ministério Público do RJ contra o presidente da escola de samba, na condição de autor intelectual do desfile, para que os fatos sejam apurados com o rigor da lei. Carnaval é cultura. Fé é direito fundamental. Já a intolerância religiosa é crime”, continua o deputado mineiro.
‘Perseguição política’
Por meio de nota divulgada em suas redes sociais, a escola
“Durante todo o processo carnavalesco, a nossa agremiação foi perseguida. Sofremos ataques políticos, enfrentamos setores conservadores e, de forma ainda mais grave, lidamos com perseguições vindas de gestores do próprio Carnaval Carioca. Houve tentativas de interferência direta na nossa autonomia artística, com pedidos de mudança de enredo, questionamentos sobre a letra do samba e outras ações que buscaram nos enquadrar e nos silenciar”, diz a nota.