O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, protocolou, nesta quarta-feira (18), uma notícia-crime ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra dirigentes da escola de samba Acadêmicos de Niterói por suposta prática de racismo religioso durante o Carnaval de 2026. A agremiação,
O documento aponta como alvos o presidente Wallace Alves Palhares, o presidente de honra Anderson José Rodrigues e o diretor carnavalesco Tiago Martins. Segundo a representação, o grupo teria promovido intolerância contra pessoas da religião evangélica ao incluir, em uma ala do desfile, fantasias que as retratavam como “conservadores enlatados”.
A apresentação ocorreu na Marquês da Sapucaí, durante desfile do grupo especial. De acordo com a peça jurídica, a alegoria teria associado evangélicos a uma visão política considerada conservadora, o que, na avaliação de Zema, poderia configurar menosprezo e incitação ao preconceito religioso.
O texto sustenta que a iniciativa se enquadraria, em tese, no crime previsto no artigo 20 da Lei nº 7.716/1989, que trata da prática, indução ou incitação à discriminação por religião. A legislação prevê pena agravada quando o ato ocorre em eventos públicos de natureza artística ou cultural.
A representação também menciona que o desfile e o enredo da escola estariam inseridos em um contexto mais amplo de debate político, com referências a apoiadores e opositores do governo federal, liderado pelo presidente Lula.
No pedido, Zema solicita a abertura de investigação para apurar a eventual prática de racismo religioso por parte dos dirigentes da escola e a responsabilização dos envolvidos, caso haja comprovação do crime.
A Itatiaia procurou representantes da escola de samba para um posicionamento e aguarda retorno.
‘Inacreditável’
O governador
“Chega a ser constrangedor e inacreditável o que foi feito no Carnaval do Rio. Levarei esse crime para a justiça”, prometeu, na postagem de segunda-feira (16).
Após o rebaixamento da escola de samba, Zema voltou às redes,