O governador Romeu Zema (Novo) usou suas redes sociais após o desfile da escola Acadêmicos de Niterói, na noite de domingo (15), para criticar a
Zema afirmou que uma da alas da escola chamada ‘Neoconservadores em conserva’, que mostrou fantasias latas com o nome ‘Família em Conserva’, desrespeitou a religião evangélica e por isso teria cometido preconceito religioso.
“Chega a ser constrangedor e inacreditável o que foi feito no Carnaval do Rio. Levarei esse crime para a justiça”, escreveu Zema.
“O Brasil é um país de muita fé. São mais de 50 milhões de evangélicos. Gente que trabalha duro, cria filhos, paga impostos e ora pelo país. Agora vejo uma ala desse desfile do Lula colocando evangélicos dentro de latas, como se fosse caricatura. Isso não é arte, é desrespeito. Você pode discordar de alguém, pode debater política, mas ridicularizar a fé de milhões de brasileiros é preconceito religioso. E preconceito religioso é crime. Não aceito que brasileiro seja tratado como lixo por causa de sua fé. Por isso, estou entrando com uma ação na Justiça”, diz Zema no vídeo.
Homenagem a Lula
O enredo da escola Acadêmicos de Niterói, primeira a desfilar na Sapucaí, no Rio de Janeiro, apresentou a vida de Lula desde a infância, em Pernambuco, quando sua mãe, dona Lindu, levou os oito filhos em busca de uma vida melhor em Santos, até a chegada à Presidência da República. Dona Lindu foi interpretada pela atriz Rapaz, enquanto Lula foi vivido pelo humorista e apresentador Paulo Vieira.
Para evitar qualquer caracterização de propaganda política, a Acadêmicos de Niterói consultou especialistas em direito eleitoral. A primeira-dama Janja, que era esperada no último carro alegórico, desistiu de desfilar de última hora e acompanhou a apresentação de um camarote da Prefeitura do Rio, ao lado do presidente Lula. Quem ocupou o posto foi a cantora Fafá de Belém.