Lançado nesta terça-feira (3) pelo Governo de Minas,
A ideia central do aplicativo é aproximar a comunidade de pais e alunos da direção das escolas estaduais a partir de uma plataforma que oferece acesso à frequência, a rotina de deveres de casa, as notas e os comunicados direcionados aos estudantes e responsáveis.
As ferramentas estarão disponíveis para quem baixar o programa a partir desta quarta-feira (4), data de início deste ano letivo, e, segundo o Governo de Minas, novas funções serão desenvolvidas nos próximos meses, como a abertura de enquetes para ouvir sugestões e fazer consultas à comunidade acadêmica.
Perguntado pela reportagem sobre a possibilidade de uso da plataforma para o projeto de ampliação das escolas cívico-militares, Soares assentiu com a hipótese e deu outros exemplos.
“Pode sim ser uma ferramenta. Assim como, por exemplo, nós alteramos esse ano e passamos a ter trimestralidade. Esse processo de trimestralidade foi um processo de escuta. Nós saímos de bimestre para trimestre, para dar mais tempo de intervenção pedagógica e diminuir uma avaliação [...] e isso foi feito com uma escuta enorme com todos os nossos professores e ouvindo a comunidade. Mas tem outras possibilidades. A própria secretaria poderá fazer avaliações na enquete sobre a própria alimentação escolar, que é uma coisa que a gente precisa ouvir mais o usuário, mas eu posso fazer sim sobre a Cívico Militar, eu posso fazer sobre o ‘Minas Bilíngue’. Ou seja, é um instrumento de gestão para a secretaria e de aproximação com a comunidade”, afirmou.
Relembre o imbróglio
A consulta sobre a ampliação da rede de escolas cívico-militares em Minas Gerais gerou polêmicas na comunidade acadêmica e dentro do campo político. No ano passado, o governo estadual lançou um programa de consulta para que pais, alunos e docentes opinassem sobre a adoção deste modelo de ensino na instituição em que frequentam.
As consultas para expansão do modelo geraram polêmica na comunidade escolar e no meio político. Em julho, o Estadual Central, tradicional colégio no Centro de Belo Horizonte, rejeitou a possibilidade de adesão ao modelo cívico-militar com 84% de votos contrários de pais, alunos e professores.
Na Assembleia Legislativa (ALMG), a oposição ao governador Romeu Zema (Novo) protestou contra a ideia das consultas e da expansão do modelo. A ação dos deputados suplantou os limites do parlamento e motivou o acionamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) no caso.
Em agosto,
Adonias Monteiro, conselheiro relator do projeto, afirmou que não há uma lei que respalde a implementação do programa com a devida previsão orçamentária. O tribunal também contestou a convocação de militares da reserva para atuar no cago de supervisores e monitores nas escolas.
Em janeiro deste ano, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) autorizou a
As nove escolas em que o modelo é aplicado são: E.E. Assis Chateaubriand e E. E. Princesa Isabel, ambas localizadas em Belo Horizonte; E. E. Padre José Maria de Man e E.E. Professora Lígia Maria Magalhães, ambas em Contagem; e as E.E. dos Palmares, em Ibirité; E.E. Wenceslau Braz, em Itajubá; E.E. Cônego Osvaldo Lustosa, em São João de Rei; E.E. Olímpia de Brito, em Três Corações; e E.E. Governador Bias Fortes, em Santos Dumont.