O deputado federal Gilberto Silva (PL-PB), líder do partido de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, afirmou, em entrevista à Itatiaia nesta segunda-feira (2), que a oposição admite debater o fim da escala 6x1 no Congresso Nacional e que a legenda não votará “contra” os interesses do trabalhador.
“A gente está no debate, estamos ouvindo o setor produtivo. Não adianta eu querer jogar para a galera, dizer que tu vai trabalhar agora só um dia por semana e o patrão vai ter que pagar o mesmo salário. Ora, como é que o patrão vai sobreviver? E assim é, a gente tem que ter um debate, tem que ter uma argumento de um lado e de outro”, pontua o parlamentar.
“Eu entendo que seis por um é muito arrochado. Então, a gente está ouvindo, a gente tem uma proposta de cinco por dois, que as pessoas trabalham as 44 horas nos 5 dias, ou reduza um pouco o horário de trabalho para 40 horas semanais”, completa.
Contudo, o líder do PL reforça que não se pode tomar uma decisão sem ouvir o empregador, desde os pequenos até os médios e grandes empresários. A mesma postura foi indicada em relação ao acordo entre União Europeia e Mercosul, e o deputado federal afirmou que a oposição vai se posicionar de maneira favorável caso seja o “melhor para o Brasil”.
“Nós iremos vamos trabalhar favoráveis, como a gente volta lá praticamente todos os acordos, a gente vai unir a oposição, ouvir a todos os parlamentares para decidir da forma unânime ou liberar a bancada, porque às vezes tem a bancada do Sul, tem a bancada do Sudeste, do Norte, do Nordeste, aí tem determinadas matérias que é interessante para um lado e aí é não é interessante para o outro, então a gente libera a bancada para não ter problemas e respeitar a democracia interna”, define.
PEC da Segurança
Gilberto Silva ainda frisou que a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, apresentada pelo governo federal. De acordo com ele, o texto não combate o crime organizado, acirra conflitos entre as forças de segurança e não resolve o problema do servidor público.
“PEC da segurança, olha que nome bonito, mas quando você vai ver no papel não tem nada. E queriam concentrar todo o poder da segurança pública no governo federal. Típico de ditaduras”, criticou.