Aniversário de 7 anos da tragédia de Brumadinho passa ‘em branco’ para Zema

O governador havia acabado de assumir o cargo, em seu primeiro mandato, quando o rompimento aconteceu, às 12h28 do dia 25 de janeiro de 2019

Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais.

A data que marcou os sete anos do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, no último domingo (25), passou em branco para o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que não se manifestou sobre a tragédia.

Zema está fora do estado e cumpre agendas que não constam no calendário oficial do governo. Até o momento da publicação desta reportagem, nesta segunda-feira (26), não havia manifestação oficial do governador por meio das redes sociais.

Na tarde de domingo (25), a assessoria do governo de Minas Gerais divulgou uma nota de solidariedade aos familiares das vítimas e às demais pessoas afetadas direta e indiretamente pelo rompimento da barragem.

O governador havia acabado de assumir o cargo, em seu primeiro mandato, quando a tragédia ocorreu, às 12h28 do dia 25 de janeiro de 2019.

Além das mortes, aproximadamente 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos foram despejados, atingindo a fauna, a vegetação e o rio Paraopeba ao longo de centenas de quilômetros, atravessando o território de mais de 20 municípios.

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Na mesma data em que Minas Gerais relembrava a morte das vítimas e a destruição causada pela tragédia, o estado enfrentou um novo susto.

Em um período de 24 horas, foram registrados dois extravasamentos de água em Minas Gerais. Após o reservatório da Vale, no distrito de Pires, na divisa entre Ouro Preto e Congonhas, na região Central, transbordar na madrugada de domingo, outro extravasamento foi registrado na mina Viga, que também pertence à mineradora.

A Agência Nacional de Mineração (ANM) descartou a ruptura ou o colapso de barragens no estado, mas, por determinação do Ministério de Minas e Energia, irá investigar o caso e as responsabilidades pelo extravasamento de água com sedimentos.

A Vale, em nota, afirmou que os extravasamentos de água identificados foram contidos e que não houve vítimas e nem prejuízos para comunidades próximas. “Nenhuma das duas situações tem qualquer relação com as barragens da Vale na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e são monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana”, diz trecho de comunicado enviado para a reportagem.

A Itatiaia procurou o governo de Minas Gerais para entender o silêncio do governador, que, em nota, afirmou que não realizou eventos públicos nas cidades nos dias das tragédias de Brumadinho e de Mariana por entender que "é um momento de luto e reflexão das famílias e comunidades”.

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.

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