Após ser chamado de “
falso humilde” pelo presidente Lula (PT), o governador de Minas Gerais,
Romeu Zema (Novo), reagiu nas redes sociais usando uma paródia para criticar o petista. No X, antigo Twitter, o chefe do Executivo estadual escreveu que “prefere falar menos e mostrar mais”.
Pré-candidato à Presidência da República pelo Novo em 2026, Zema publicou um vídeo em que Lula afirma que seu salário é de cerca de R$ 46 mil. O conteúdo é acompanhado de uma música com críticas aos gastos do presidente.
“
Onze mil [reais] no sapato, vale sete salários. Enquanto o povo chora, ele desfila milionário. Pretinho, cinzinha, combina na roupa. Na mesa não tem arroz, mas no pé sobra nota”.
— diz um trecho da canção.
Na sexta-feira (28),
Lula esteve em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e, em entrevista exclusiva à Itatiaia, chamou o governador de “falso humilde”. No dia anterior, em entrevista à Record Minas, o presidente já havia criticado Zema.
Veja a entrevista na íntegra:
Questionado sobre a relação com os chefes dos Executivos estaduais, Lula afirmou que “não faz distinção” entre os governadores, tratando bem inclusive aqueles que o atacam. Citou nominalmente os governadores de Santa Catarina,
Jorginho Mello (PL), e de Minas Gerais.
Durante a entrevista, o presidente também disse que
Zema teve uma “performance ruim” no programa Roda Viva, da TV Cultura. Sobre as eleições de 2026, Lula declarou que o pré-candidato do Novo deve se preparar: “Acho importante o Zema se candidatar. Se ele tiver a performance que teve no Roda Viva, vai ser um desastre para ele. Ou ele melhora, deixa de ser um falso humilde e começa a dizer a verdade, ou vai ser desmoralizado na campanha. É importante que ele se prepare para isso”.
Aumento no próprio salário
Em Minas, o governador é alvo de críticas após sancionar uma lei, em 2023, que
aumentava o próprio salário em 298%. O texto também ampliava a remuneração ao vice-governador, Mateus Simões (Novo).
O Projeto de Lei (PL) que previu o aumento foi apresentado pela Mesa da Assembleia a pedido do mineiro e aprovado em segundo turno. Os salários estavam congelados desde 2007 e, segundo Zema, o reajuste era necessário “para atrair e manter os mais competentes nos quadros técnicos”.