Com data de saída para meados de 22 de março - daqui exatamente um mês, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), entra na reta final à frente do Executivo estadual em meio à construção de sua pré-candidatura à Presidência da República. Os próximos 30 dias devem ter agendas simbólicas fora de Minas Gerais e um evento aberto para marcar a transição de comando para o vice-governador Mateus Simões (Novo).
A Itatiaia apurou que nenhuma entrega relevante está prevista para as próximas semanas. A ideia é, inclusive, fortalecer a imagem de Simões, colocando-o como rosto das novas conquistas do governo.
A “saideira” das entregas de Zema como governador foram as entregas das
Segundo interlocutores próximos ao governador, a orientação é manter a “característica de rodar o estado”, com visitas a municípios e anúncios regionais até os últimos dias no cargo.
Agenda nacional com Nikolas
A reta final também terá movimentos políticos fora de Minas.
Como forma de tentar se colocar como um nome viável da direita para o Palácio do Planalto, o governador participará do ato contra o Supremo Tribunal Federal (STF) ao lado do principal puxador de votos no Congresso Nacional pelo Partido Liberal, marcado para o dia 1º de março.
Aliados avaliam que a presença em atos e agendas fora do estado reforça o discurso de que o governador deixa o cargo para “servir ao Brasil”, argumento que vem sendo utilizado desde que intensificou as articulações como pré-candidato ao Palácio do Planalto.
A construção da pré-candidatura
A movimentação presidencial de Zema ganhou força ao longo de 2025,
Internamente, o discurso é o de que Minas serviu como “laboratório de gestão”, com ênfase no ajuste fiscal, privatizações e reorganização administrativa - narrativa que deve ser explorada na pré-campanha como credencial para o debate nacional.
A saída do governo até o fim de março atende ao calendário eleitoral, permitindo que ele se desincompatibilize do cargo dentro do prazo legal para disputar a Presidência em 2026.