Nikolas justifica voto contra MP do Gás do Povo e afirma que Lula quer tirar liberdades

Ele ainda argumentou que o programa do governo petista deixará o “gás mais caro” e tem a finalidade de “manter as pessoas presas para ter o voto delas nas eleições”

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG)

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que foi um dos três parlamentares mineiros a voltarem contra a Medida Provisória que cria o programa “Gás do Povo”, do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), justificou seu posicionamento nas redes sociais nesta terça-feira (3) e afirmou que o presidente quer “complicar” um programa que já existe. Além de Nikolas, foram contra a medida os deputados mineiros Eros Biondini (PL) e Junio Amaral (PL).

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“Óbvio que votei contra o projeto ‘Gás do Povo’, do Lula, porque sou a favor do ‘Gás dos Brasileiros’, um programa que já existe e que o Lula quer complicar. Antes, o auxílio caía direto na conta da mãe de família. Ela decidia onde comprar. Agora, o Lula quer te obrigar a buscar o seu gás em revendas credenciadas pelo governo, sem prazo claro de quanto tempo você terá esse benefício, sem autonomia, sem liberdade”, afirmou Nikolas.

Ele ainda argumentou que o programa do governo petista deixará o “gás mais caro” e tem a finalidade de “manter as pessoas presas para ter o voto delas nas eleições”. “O povo sabe disso. E não custa perguntar: se a pobreza caiu como o Lula diz, por que 50 milhões de brasileiros ainda dependem de gás ‘gratuito’ para cozinhar?”, questionou.

Gás do Povo

A Câmara dos Deputados aprovou na noite de segunda-feira (2) o texto-base da medida provisória (MP) que instituiu o programa Gás do Povo, iniciativa do governo federal. A proposta cria a gratuidade no botijão de gás para famílias inscritas no CadÚnico e recebeu 415 votos favoráveis contra 29 contrários. Entre os 53 parlamentares da bancada mineira, apenas três votaram pela reprovação da MP.

Aprovado na Câmara, o texto agora será apreciado no Senado. A Casa Alta do Congresso tem até o dia 11 de fevereiro para discutir o texto antes da medida provisória caducar. Caso receba o aval dos senadores, o projeto volta ao Palácio do Planalto para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A MP que instituiu o ‘Gás do Povo’ foi assinada em setembro durante visita de Lula ao aglomerado da Serra, Centro-Sul de Belo Horizonte. O programa prevê a distribuição de 65 milhões de botijões por ano para favorecer famílias inscritas no CadÚnico e com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa.

Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

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