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Segundo apuração do jornal O Globo, e confirmada pela Itatiaia, o BRB teria identificado indícios de que algumas operações financeiras com o Master podem ter sido estruturadas para burlar regras de transparência sobre a titularidade das ações. A estatal havia feito uma proposta para comprar o Master, rejeitada pelo BC em setembro do ano passado por riscos ao Sistema Financeiro Nacional (SFN).
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“Dando resposta ao quanto constatado na investigação independente, e com o intuito de resguardar seus interesses, recuperar seus créditos e ativos e ver ressarcidos os prejuízos causados pelos agentes relacionados à Operação Compliance Zero, o BRB informa que vem adotando inúmeras medidas institucionais, administrativas, extrajudiciais e judiciais relacionadas a fundos de investimentos, garantias e carteiras de crédito, adquiridas pelo BRB, medidas estas que correm, parte em sigilo”, disse o BRB.
O BRB foi alvo da primeira fase da Compliance Zero, ainda em novembro de 2025, suspeito de ter comprado ativos podres do Master após a compra do conglomerado de Vorcaro ter sido barrada pela autoridade monetária. Na época, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor financeiro Dario Oswaldo Garcia, foram afastados do banco e demitidos logo em seguida.
A instituição teria injetado R$ 16,7 bilhões no Master entre 2024 e 2025, na compra de carteiras de crédito falsas e ativos irregulares. No ano passado, o BRB informou que já teria liquidado ou substituído mais de R$ 10 bilhões dos ativos do Master, e disse que poderia receber um aporte do seu controlador, o governo do Distrito Federal, caso seja confirmado o prejuízo no caso Master.
A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar possível gestão fraudulenta do BRB no caso. A investigação foi comunicada ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em depoimento, o banqueiro Daniel Vorcaro chegou a citar encontros com o governador Ibaneis Rocha (MDB) para negociar a venda do Master para a estatal do Distrito Federal, mas
Veja a nota do BRB
O BRB informa que encontrou achados relevantes que constam da primeira etapa do relatório preliminar entregue pela auditoria forense contratada pelo banco junto à Machado & Meyer com suporte técnico da Kroll.
Prezando pela transparência e dever de colaboração com as autoridades competentes, a fim de confirmar eventuais atos ilícitos, o Banco BRB informa que entregou o relatório à Polícia Federal (PF), na última quinta-feira, 29/01/2026. O mesmo relatório também foi entregue na data de ontem, 02/02/2026, ao Banco Central.
Dando resposta ao quanto constatado na investigação independente, e com o intuito de resguardar seus interesses, recuperar seus créditos e ativos e ver ressarcidos os prejuízos causados pelos agentes relacionados à Operação Compliance Zero, o BRB informa que vem adotando inúmeras medidas institucionais, administrativas, extrajudiciais e judiciais relacionadas a fundos de investimentos, garantias e carteiras de crédito, adquiridas pelo BRB, medidas estas que correm, parte em sigilo, e que serão reforçadas por novas medidas, com a maior brevidade possível, para garantir a efetividade da preservação dos interesses do Banco.
Por fim, o BRB ressalta que segue sólido e reafirma seu compromisso com a preservação de seu patrimônio, de seus clientes e do desenvolvimento econômico e social de Brasília e região.