A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar possível gestão fraudulenta no Banco Regional de Brasília, o BRB. A investigação foi comunicada ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.
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Segundo apuração publicada pelo jornal O Globo, e confirmada pela Itatiaia, o próprio BRB identificou indícios de que algumas operações podem ter sido estruturadas para burlar regras de transparência sobre a titularidade das ações.
O foco é a atuação da gestão anterior do banco em operações ligadas ao Banco Master, que acabou liquidado pelo Banco Central do Brasil. A estatal havia feito uma proposta para comprar o Master, rejeitada pelo BC em setembro do ano passado.
Em nota, o BRB afirmou que encontrou “achados relevantes” na primeira etapa de um relatório preliminar de auditoria forense conduzida pelo escritório Machado & Meyer, com apoio técnico da consultoria Kroll. O banco informou que entregou o documento à Polícia Federal e ao Banco Central.
A instituição declarou ainda que vem adotando medidas administrativas e judiciais para recuperar créditos e ativos ligados a operações investigadas na chamada Operação Compliance Zero, que apura fraudes envolvendo o Banco Master.
O que está sendo investigado?
As investigações apontam que o Master comprou carteiras de crédito da consultoria Tirreno sem efetuar pagamento e, em seguida, vendeu esses ativos ao BRB. O banco público desembolsou R$ 12,2 bilhões pelas carteiras, que depois se revelaram sem lastro em operações reais.
O caso também levou à prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em novembro do ano passado, na primeira fase da Operação Compliance Zero.