O senador Magno Malta (PL-ES) respondeu publicamente à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou o pedido do parlamentar para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso no Complexo da Papuda, em Brasília.
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Em resposta, Magno Malta negou ter tentado invadir a unidade e afirmou que a versão apresentada na decisão não corresponde aos fatos. Segundo o senador, caso tivesse cometido qualquer irregularidade, teria sido imediatamente detido. “Se eu tivesse tentado invadir qualquer instalação militar, eu estaria preso ou morto”, declarou.
O parlamentar afirmou que apenas passou pelo local, se aproximou da guarita, se identificou como senador e perguntou pelo oficial de dia. De acordo com ele, após conversar com um militar, teve acesso à área da Papudinha, onde disse ter ido apenas para observar as condições do local em que Bolsonaro está custodiado, sem qualquer tentativa de contato com o ex-presidente. Ainda segundo Magno Malta, a ida ao local também teve caráter religioso, com a realização de uma oração.
Sobre as imagens que mostram seu carro nas proximidades da unidade prisional, o senador confirmou que chegou a gravar um vídeo enquanto orava, mas afirmou que foi advertido por um militar e interrompeu a filmagem imediatamente.
Magno Malta também afirmou acreditar que a negativa do STF pode estar relacionada a uma perseguição política. Segundo ele, o episódio aconteceu depois dele ter assinado, ao lado de outros senadores como Damares Alves e Eduardo Girão, um pedido de impeachment do ministro Dias Toffoli, com base em desdobramentos do caso banco Master, que tramita sob relatoria de Toffoli.
Ao comentar a decisão, o senador envia um recado ao ministro Alexandre de Moraes. “Eu não sou homem de cometer crimes. Você pode ficar tranquilo, porque minhas ações estão todas abertas, inclusive a minha vida”, afirmou.
Na decisão, Moraes manteve o controle rígido sobre as visitas a Bolsonaro, permitindo apenas o acesso de familiares, advogados e médicos previamente autorizados, e também negou pedido semelhante feito pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por ele ser investigado em inquéritos relacionados ao caso.