Ministro da Educação revela que escola em tempo integral avançou em 10% no governo Lula

O ministro ainda reforçou que, durante sua gestão, houve queda nos números de adolescentes que abandonam a escola no ensino médio, chegando a 270 mil, ante 480 mil quando assumiu o comando do MEC

Ministro da Educação, Camilo Santana concedeu entrevista à Itatiaia nesta terça-feira (3)

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou, em entrevista à Itatiaia nesta terça-feira (3), que houve ampliação de 10% nas matrículas da educação básica integral nos últimos três anos de governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com o chefe da pasta, quando o petista assumiu a gestão do Palácio do Planalto, havia, em média, 15% de crianças e adolescentes matriculados no sistema de educação básica. Os números chegaram, no final de 2025, a 25,6%, pouco acima da meta estabelecida no Plano Nacional de Educação (PNE).

“A estratégia que nós construímos no ministério, construída com os municípios, com os estados, até porque eu sempre digo que o papel do MEC é coordenar a política, é induzir e coordenar. Porque nós não executamos a política lá na ponta, lá no município, no estado. Então, são todos os indicadores importantes. Você tem uma ideia, tempo integral. Nós, quando chegamos a média era apenas de 15% das matrículas da educação básica era em tempo integral. Nós chegamos, batemos a meta do PNE que era até o final de 2025, chegar a 25%, nós chegamos a 25,6%”, destacou Santana.

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O ministro ainda reforçou que, durante sua gestão, houve queda nos números de adolescentes que abandonam a escola no ensino médio, chegando a 270 mil, ante 480 mil quando assumiu o comando do MEC. “Queremos chegar a zero. Por isso que eu defendo ampliar o programa para universalizar. Mas mostra que os resultados estão alcançando”, pontua. Ele também frisa que houve ampliação do orçamento do ministério no governo Lula, passando de R$ 166 bilhões, em 2022, para R$ 266 bilhões, em 2026.

“Isso nos permitiu ampliar os recursos que vão do Fundeb para os estados e municípios, ampliar os recursos, ampliar os institutos federais, com 106 novos Institutos Federais, garantir as obras de escolas, já entregamos 2.250 creches, escolas, e quadras esportivas no interior desse país, em todos os municípios brasileiros, que nos permitiu criar o Pé-de-Meia, com beneficiando 6 milhões de jovens”, conclui.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista de política da Itatiaia e podcaster no “Abrindo o Jogo”. Mestre em ciência política pela UFMG e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México). Na Itatiaia desde 2006, já foi apresentadora e registra no currículo grandes coberturas nacionais, internacionais e exclusivas com autoridades, incluindo vários presidentes da República. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil.
Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

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