O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou nesta terça-feira (3), em entrevista à Rádio Itatiaia, que não será candidato ao governo do Ceará nas eleições de 2026.
De acordo com o ministro, o seu foco será em atuar na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador Elmano de Freitas. A declaração foi dada após ser questionado sobre a possibilidade de disputar o Palácio da Abolição em um cenário de fortalecimento do nome de Ciro Gomes, que atualmente está filiado ao PSDB.
“Meu trabalho, meu projeto, minha decisão será sair do governo… A minha saída é exatamente essa, poder estar mais presente no meu Estado e trabalhar muito para a reeleição do governador Elmano”, afirmou.
Camilo confirmou que pretende deixar o Ministério da Educação no fim de março ou no início de abril, dentro do prazo legal de desincompatibilização, para se dedicar à articulação política no Ceará. Segundo ele, a equipe técnica do MEC seguirá no comando da pasta para garantir a continuidade dos programas.
“A ideia é que a gente possa aproveitar alguém da equipe, para que a gente possa dar continuidade ao trabalho a partir da minha saída”, disse ele.
Alianças no Ceará e cenário contra Ciro
Camilo afirmou que o governo Elmano conta hoje com um amplo arco de alianças, que inclui PSB, PSD, Republicanos e MDB, e que a base trabalha para atrair também a federação União Brasil–PP.
“Nós queremos manter esse arco de alianças… e dar espaço também na chapa majoritária para esses partidos que apoiam o governador Elmano”, afirmou.
Sobre a oposição liderada por Ciro Gomes, Camilo disse que o grupo tenta atrair partidos de centro, mas que há divisões internas. “Hoje eles têm cinco deputados federais. Desses cinco, três querem ficar com o governador Elmano”.
Campanha em 2026
Camilo avaliou que a eleição presidencial de 2026 será novamente polarizada, mas disse que o governo aposta na comparação de resultados.
“O debate é mostrar o que esse governo fez. A população vai decidir, mas é preciso comparar”, disse. Ao final, voltou a afastar qualquer plano pessoal de candidatura no Ceará.
“Eu não sou candidato. Vou trabalhar para reeleger o governador Elmano e o presidente Lula”, concluiu ele.