O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (3) que o pedido de criação da CPMI do Banco Master ainda não entrou na fase de decisão política e deverá aguardar a análise de outros requerimentos já apresentados ao Congresso. Segundo ele, a Presidência da Casa seguirá o critério da ordem de protocolo para tratar das comissões de inquérito.
De acordo com Motta, há um acúmulo de pedidos de CPIs feitos ao longo do último ano legislativo que ainda não foram apreciados. Ele lembrou que dezenas de requerimentos foram protocolados em 2025, mas nenhuma comissão chegou a ser instalada. A discussão sobre quais investigações sairão do papel, afirmou, começa agora.
O presidente da Câmara destacou ainda que o próprio regimento impõe limites ao avanço imediato das CPIs. Atualmente, apenas cinco comissões de inquérito podem funcionar simultaneamente, o que exige uma definição prévia sobre quais pedidos terão prioridade. Motta evitou antecipar decisões e afirmou que o tema será enfrentado no tempo adequado.
Mesmo com apoio de parlamentares, o pedido da CPMI do Banco Master ainda enfrenta um cenário indefinido. A iniciativa conta com assinaturas de integrantes da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como os senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM), além do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), que defende a investigação.
A posição de Motta indica que o alto número de apoios não garante, por si só, a instalação imediata da CPMI. A abertura da comissão dependerá da reorganização da fila de pedidos e de uma decisão política que leve em conta os limites regimentais do Congresso.