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Na véspera de votação de PL que restringe blocos, Damião garante Carnaval em 2026

O projeto, anunciado para votação na quinta, determina que eventos carnavalescos não podem acontecer em áreas próximas de hospitais, casas de repouso e igrejas

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CARNAVAL BH
Em 2025, o Carnaval de BH atraiu mais de cinco milhões de foliões.  • Ramon Bitencourt | ALMG.

A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) deve votar, em primeiro turno, na próxima quinta-feira (13), o Projeto de Lei (PL) que proíbe a realização de eventos carnavalescos em regiões próximas a igrejas, hospitais e casas de repouso. O texto, que conta com a assinatura de 19 parlamentares, é de autoria do vereador Arruda (Republicanos).

Se avançar, for aprovado e sancionado pelo Executivo, a proposta pode impedir a passagem de blocos de Carnaval por pontos tradicionais de BH, como, por exemplo, a avenida Afonso Pena, no Centro da cidade, no trecho onde está localizada a Igreja São José.

Nesta quarta-feira (12), em coletiva de imprensa, o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) foi questionado sobre a dificuldade do município em captar patrocínios para o Carnaval de 2026. Damião afirmou que a comemoração “irá acontecer”, com ou sem patrocínio.

Na Câmara, outro projeto também pode comprometer a realização do Carnaval. O PL 11/2025, de autoria dos parlamentares Pablo Almeida (PL), Vile (PL), Uner Augusto (PL) e Sargento Jalyson (PL), que tramita em primeiro turno, propõe a criação de uma classificação indicativa para manifestações culturais na cidade, como blocos carnavalescos e a Parada do Orgulho LGBTQIAPN+.

Sem citar diretamente o projeto, Damião afirmou que a capital mineira continuará tendo um Carnaval “que a criança pode ir” e “que o idoso pode ir”. “No Carnaval de BH, todo mundo pode ir. São quase seis milhões de foliões passando pela cidade nesse período. É isso que nós vamos repetir ou melhorar no próximo ano. Com ou sem cota de patrocínio — mas acredito que as empresas não vão abrir mão de anunciar no maior Carnaval do Brasil”, disse.

O PL 11/2025 estava previsto para ser votado nesta quarta-feira, data apelidada por vereadores de esquerda como “quarta da maldade”, em razão de outros textos polêmicos pautados para o dia. Os parlamentares, no entanto, chegaram a um acordo para que a proposta seja votada apenas em dezembro.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.