O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, defendeu a construção do Rodoanel Metropolitano de Belo Horizonte como forma de desafogar o trânsito e evitar acidentes no Anel Rodoviário Celso Mello de Azevedo, na capital mineira. Em evento nesta quarta-feira (11), sem citar nomes, ele fez críticas a quem ele considera estar travando o início das obras.
“Infraestrutura salva vidas, protege o meio ambiente e dá dignidade ao cidadão que precisa da utilização da infraestrutura. O resto é narrativa política vazia, muitas vezes com pré-concepções já formatadas que não vão mandar de ideia no debate. É uma discussão de posicionamento político e a sociedade tem que saber diferenciar isso e tem que começar a cobrar daqueles quem tem parente morrendo no anel tem que começar a cobrar das pessoas que são contra. Porque quem está assassinando essas pessoas são quem tá travando a desobstrução do Anel Rodoviário. O número de acidentes com óbito no Anel é enorme e é crescente, não decrescente. Por mais mitigadoras que sejam soluções de tráfego, elas não vão resolver o problema que a via está sobrecarregada”, argumentou Roscoe.
A fala foi proferida durante o Fórum de Emprego e Renda organizado pela Fiemg. Roscoe, que aponta interferência política no debate sobre o Rodoanel, tem conversas abertas com o PL para viabilizar uma eventual candidatura em 2026, provavelmente como vice-governador em alguma chapa que almeja o Executivo Estadual.
Neste mesmo evento, o secretário de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias de Minas, Pedro Bruno, reajustou para o segundo semestre deste ano o início das obras do Rodoanel Metropolitano.
As obras já foram marcadas anteriormente para o fim do ano passado e, depois, para o primeiro semestre de 2026. Segundo o secretário, o principal empecilho atual é recolher uma conciliação administrada pela Justiça com a Federação das Comunidades Quilombolas de Minas, que suspende a o licenciamento ambiental para a realização da obra.
O traçado do Rodoanel de BH passa sobre uma comunidade tradicional em Contagem e é tema de discussão jurídica.
O projeto do Rodoanel Metropolitano pretende construir 70 quilômetros de estrada passando por oito cidades da Grande BH nesta primeira etapa de obras. A extensão total da via supera os 100 quilômetros de pista.
O governo de Minas defende que a obra desafogará o Anel Rodoviário de Belo Horizonte com a retirada de cerca de cinco mil caminhões por dia da pista que hoje já está englobada pela conurbação da região metropolitana da capital mineira.