STF mantém convocação de Leila Pereira para depor na CPMI do INSS

Presidente do Palmeiras recorreu ao STF para suspender convocação, mas ministro Flávio Dino manteve obrigação de depor como testemunha e barrou condução coercitiva

Presidente do Palmeiras e da Crefisa, Leila Pereira, está convocada para depor

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta quarta-feira (11) que a presidente do Palmeiras e da Crefisa, Leila Pereira, continua obrigada a depor como testemunha na CPMI do INSS.

A empresária havia recorrido ao STF para que a liminar que suspendeu quebras de sigilo aprovadas em bloco pela comissão também anulasse a convocação dela para prestar depoimento. Dino não só negou o pedido como também afirmou que a decisão anterior tratou apenas das quebras de sigilo sem análise individualizada, ou seja, sem efeito sob a convocação de testemunhas pela CPMI.

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Leila foi chamada para explicar a atuação da Crefisa em contratos ligados ao pagamento de benefícios do INSS. Segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), ela não é investigada no caso. O depoimento que estava previsto para segunda-feira (9) foi adiado depois que o Palmeiras conquistou o Campeonato Paulista, no domingo, e a nova data foi marcada para a próxima semana.

Sem pressão

Na decisão, Flávio Dino também considerou que havia dúvida jurídica sobre o alcance da liminar, o que justificaria a ausência anterior da empresária, e determinou que não haja condução coercitiva neste momento.

Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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