O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) acionou a Corte de Contas, no último dia 5, para pedir uma investigação sobre as
Agora, o caso será analisado pelo ministro Antonio Anastasia, sorteado relator do processo na noite de terça-feira (10).
Na representação, a qual a Itatiaia teve acesso, o subprocurador-geral Lucas Furtado pede a apuração da origem dos recursos usados em viagens de jatinho realizadas por Nikolas durante o segundo turno do último pleito nacional.
Segundo ele, há dúvidas sobre quem financiou esses deslocamentos e se os gastos foram declarados corretamente nas contas de campanha.
“Tais fatos levantam questionamentos imediatos e inafastáveis: Quem custeou esses voos? Os gastos foram devidamente contabilizados e declarados? Houve o emprego, direto ou indireto, de recursos públicos para o financiamento dessas despesas ou, alternativamente, a omissão de doações que configurariam abuso de poder econômico com reflexos no erário?”, questiona Furtado.
O subprocurador também menciona reportagens que associam
Diante disso, o Ministério Público pede que o TCU:
- investigue a legalidade e a origem dos recursos usados nas viagens;
- troque informações com órgãos como Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Polícia Federal (PF), Banco Central e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para apurar as movimentações financeiras do envolvidos;
- instaure Tomada de Contas Especial caso se confirme uso indevido de recursos públicos ou dano ao erário, para a quantificação do dano e a responsabilização dos envolvidos, sem prejuízo da aplicação das sanções legais cabíveis.
A Itatiaia entrou em contato com a assessoria do deputado Nikolas Ferreira e aguarda uma manifestação do parlamentar. O espaço segue aberto.
Entenda o caso
Segundo a colunista do jornal O Globo, Malu Gaspar, o Nikolas usou a aeronave do grupo PrimeYou, que é oficialmente proprietário de aeronaves de Vorcaro. O deputado percorreu nove estados, ao longo de 10 dias, durante o segundo turno de 2022.
Nikolas foi acompanhado nas viagens pelo pastor Guilherme Batista, da Igreja da Lagoinha, em busca de votos para o então presidente Jair Bolsonaro (PL), que tentava a reeleição.
Em nota, o deputado mineiro afirmou que, na época, não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião.
“Esclareço que o voo em questão ocorreu há 4 anos atrás, durante o segundo turno da campanha eleitoral, quando fui convidado para participar de um evento político “Juventude pelo Brasil” e foi disponibilizada uma aeronave para o deslocamento. À época, não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião. Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente se soube tratar-se de Daniel Vocaro”, disse Nikolas.
“Ressalto ainda que, em 2022, o nome citado não era de conhecimento público nem havia qualquer informação que levantasse qualquer tipo de alerta. Mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento”, concluiu o deputado.