‘Filho de Lula é citado e precisa ser investigado’, diz Viana

Senador afirmou que quebra de sigilo de Lulinha se deu apenas pelo fato de o empresário ter sido citado como beneficiário do Careca do INSS

O senador Carlos Viana (Podemos-MG) em entrevista à Itatiaia

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), defendeu nesta quarta-feira (11) que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, seja investigado em razão de seu suposto envolvimento no esquema de fraudes do INSS.

Em entrevista à Itatiaia, Viana defendeu que a aprovação da quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha não aconteceu apenas pelo fato dele ser filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas por ter sido citado como beneficiário do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

“Muitos parlamentares fazem pedidos políticos, mas minha obrigação é focarmos na investigação. O filho do presidente é citado. Ele é culpado? Não sei. Ele é inocente? Também não sei. Para isso a CPMI precisa de documentos. Ele, a Roberta Luchsinger, que é apontada como elo de ligação, uma lobista, e outros nomes que trabalharam no escritório do Careca do INSS. Isso precisa ser esclarecido. Só que, quando aprovamos a quebra, em uma votação que teve uma grande confusão, veio uma decisão política do ministro Flávio Dino, que não tem qualquer embasamento constitucional, que suspendeu a quebra de sigilo”, declarou o parlamentar.

A CPMI do INSS investiga um esquema bilionário de fraudes no pagamento de aposentadorias e pensões. Na sessão de 27 de fevereiro, os parlamentares aprovaram em bloco 87 requerimentos de quebra de sigilo.

Ao analisar o caso da empresária Roberta Luchsinger, o ministro Flávio Dino entendeu que a decisão da comissão não apresentou justificativa individualizada para as medidas e suspendeu a quebra de seus sigilos bancário e fiscal.

O magistrado afirmou, no entanto, que o colegiado poderá aprovar novas quebras de sigilo desde que haja análise e motivação específicas para cada investigado.

Luchsinger é apontada como amiga de Lulinha e é suspeita de ter ligação com o “Careca do INSS”, investigado como um dos operadores do esquema. O filho do presidente nega qualquer irregularidade.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

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