O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), defendeu nesta quarta-feira (11) que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, seja investigado em razão de seu suposto envolvimento no esquema de fraudes do INSS.
Em entrevista à Itatiaia, Viana defendeu que a aprovação da
“Muitos parlamentares fazem pedidos políticos, mas minha obrigação é focarmos na investigação. O filho do presidente é citado. Ele é culpado? Não sei. Ele é inocente? Também não sei. Para isso a CPMI precisa de documentos. Ele, a Roberta Luchsinger, que é apontada como elo de ligação, uma lobista, e outros nomes que trabalharam no escritório do Careca do INSS. Isso precisa ser esclarecido. Só que, quando aprovamos a quebra, em uma votação que teve uma grande confusão, veio uma decisão política do ministro Flávio Dino, que não tem qualquer embasamento constitucional, que suspendeu a quebra de sigilo”, declarou o parlamentar.
A CPMI do INSS investiga um esquema bilionário de fraudes no pagamento de aposentadorias e pensões. Na sessão de 27 de fevereiro, os parlamentares aprovaram em bloco 87 requerimentos de quebra de sigilo.
Ao analisar o caso da empresária Roberta Luchsinger, o ministro Flávio Dino entendeu que a decisão da comissão não apresentou justificativa individualizada para as medidas e suspendeu a quebra de seus sigilos bancário e fiscal.
O magistrado afirmou, no entanto, que o colegiado poderá aprovar novas quebras de sigilo desde que haja análise e motivação específicas para cada investigado.
Luchsinger é apontada como amiga de Lulinha e é suspeita de ter ligação com o “Careca do INSS”, investigado como um dos operadores do esquema. O filho do presidente nega qualquer irregularidade.