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Faustão: entenda tratamento que o apresentador será submetido após transplante de rim

Faustão passou por dois transplantes em menos de um ano

Fausto Silva, o Faustão, recebeu alta médica nesta sexta-feira (12) após passar por um transplante de rim. Há 53 dias internado, o apresentador, de 73 anos, agora “seguirá sob orientações médicas” em sua casa. A nota assinada pelos médicos de Faustão foi enviada por sua assessoria à Itatiaia.

Após o segundo transplante, o apresentador deverá tomar alguns cuidados e seguir recomendações médicas à risca, incluindo o uso de medicações imunossupressoras para evitar a rejeição do órgão transplantado. Esses medicamentos deverão ser tomados pelo resto da vida.

A dose é ajustada de acordo com cada paciente após exames, conforme esclarece o médico nefrologista e mestre pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Ladislau José Fernandes Junior.

“O primeiro ano de transplante é muito intenso, exatamente porque você tem um nível de imunossupressão maior e, consequentemente, você pode ter intercorrências infecciosas nesse período”, pontua.

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Com o passar deste primeiro ano, algumas alterações são feitas e as doses reajustadas. Após a alta médica, Faustão terá idas frequentes ao hospital, o que é normal para pacientes recém-transplantados. Geralmente, como destaca Ladislau, esse retorno é semanal, depois quinzenal, mensal, a cada dois meses e, na sequência, a cada três meses.

“Pacientes que são transplantados mais antigos e que geralmente precisam de menos doses de imunossupressores chegam a ter retornos a cada seis meses para averiguar como que está o enxerto, como que as coisas estão caminhando, possíveis ajustes. Nessa fase mais tardia, os ajustes são cada vez menos necessários na dose e, na fase precoce, pós transplantação, esses ajustes são necessários e muito frequentes. É uma nova etapa para o paciente”, explica.

Vida pós transplante

O médico nefrologista pontua que um paciente transplantado pode viver tranquilamente após o procedimento, porém alguns cuidados devem ser tomados.

Após o transplante, ele deve tomar todos os medicamentos recomendados por seu médico e evitar bebidas alcoólicas, drogas nefrotóxicas e cigarro. “O uso da bebida alcoólica de forma intensa é totalmente inadequado”, ressalta o nefrologista.

Atividades físicas são liberadas e uma alimentação saudável é recomendada, até para a própria qualidade de vida. “Aí ele vai ter uma boa caminhada com esse transplante e ser muito feliz”, diz o médico.

Ladislau apresenta dados que comprovam que um transplantado renal tem um risco cardiovascular muito inferior a um paciente que está em diálise. Segundo ele, este paciente em questão tem um risco cardiovascular dez vezes maior do que um indivíduo na mesma idade, que não tem a mesma doença renal e que passou por um transplante. Neste caso, o risco é duas vezes menor.

Rejeição tardia

Ladislau destaca que existem riscos, mas que eles são muito menores do que no primeiro ano. “Os riscos de rejeição aguda podem ocorrer? Podem, mas são bem mais raros numa fase tardia. A rejeição crônica - glomerulopatia do enxerto ou rejeição crônica do enxerto - é uma realidade. Com o advento de novas medicações, um maior conhecimento imunológico, isso tem sido bem controlado, porém ainda é uma questão”, explica.

O médico informa, ainda, que o paciente transplantado “não perde a memória das doenças passadas ou fator idade”.

“Ele pode ter outras questões cardiovasculares que podem impactar, inclusive, no próprio transplante, mas as complicações são mais administradas. Nós também temos as complicações inerentes aos imunossupressores, que podem ocasionar eventos diversos e outras patologias, porém já existe bastante conhecimento sobre isso e possibilidades de contornar as questões”, finaliza.

Saúde de Faustão

No dia 5 de agosto do ano passado, Faustão foi internado com insuficiência cardíaca e acabou apresentando piora no quadro e, por isso, precisou entrar na fila de transplante de coração do SUS. O procedimento foi feito no dia 27 daquele mês seguindo a ordem prioritária da Secretaria Nacional de Transplantes - o apresentador era o segundo da fila e só pôde fazer a cirurgia após recusa do primeiro.

No dia 26 de fevereiro, após cerca de seis meses, Faustão passou pelo transplante de rim, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Ele passou pelo procedimento após agravamento de uma doença renal crônica. Após a cirurgia, o apresentador precisou de uma embolização “para resolver questões linfáticas que estavam atrasando sua recuperação”.

Na última semana, Luciana Cardoso, esposa do apresentador, avisou que a rejeição do órgão foi vencida depois de “um tratamento mais potente”.


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Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‘NaTelinha’ e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.
Maria Clara Lacerda é jornalista formada pela PUC Minas e apaixonada por contar histórias. Na Rádio de Minas desde 2021, é repórter de entretenimento, com foco em cultura pop e gastronomia.


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