Após passar por um transplante de rim no dia 26 de fevereiro, o apresentador Fausto Silva, o Faustão, foi submetido a mais um procedimento cirúrgico nesta semana - a embolização. Segundo a assessoria de imprensa da família, “o processo de embolização foi feito para resolver questões linfáticas que estavam atrasando sua recuperação”.
Fausto Silva está internado no
O que é embolização?
Embolização é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, em que um cateter é introduzido em um vaso sanguíneo, por meio de um acesso pela virilha ou pelo braço, para interromper o fluxo de sangue, ou de linfa (líquido que circula no sistema linfático), de um local do corpo.
De acordo com o nefrologista e coordenador médico do serviço de nefrologia do Hospital Vila da Serra, Ladislau José Fernandes Junior, a técnica é utilizada para correção de alguns sangramentos, como, por exemplo, no intestino, rins e cérebro.
O nefrologista também explica os benefícios da técnica. “Você consegue reduzir lesões e interromper o dano que aquela lesão está fazendo no órgão com menos impacto cirúrgico para o paciente. Por isso, é uma cirurgia considerada minimamente invasiva, já que não é preciso fazer um corte grande”, comenta.
Como é feito o procedimento?
Ao colocar o cateter no vaso sanguíneo, o médico insere o contraste para conseguir observar o trajeto até o local desejado.
“O paciente pode estar acordado ou sedado, a depender da técnica. Assim que chegar no ponto que ele quer, o médico libera uma substância para obstruir aquele vaso”.
O nefrologista explica que, no caso do apresentador, é possível que um acúmulo de linfa estivesse
Rim transplantado ainda não funcionou
O apresentador Fausto Silva
“Fiz todos os exames,
Ladislau José explica que a embolização é feita para garantir que o órgão transplantado receba um fluxo sanguíneo adequado e constante. Assim, o rim deve começar a funcionar o mais rápido possível.
O nefrologista também afirma que, em casos de pacientes transplantados, o ideal é garantir que o novo órgão possa funcionar da melhor maneira possível.
“O rim transplantado precisa ter sangue entrando nele de forma adequada. Também precisa que o sangue, que foi limpo pelo rim, consiga sair, e que o material produzido pelo órgão (a urina) também saia de forma adequada. Além disso, a imunossupressão garante que o corpo do paciente não rejeite o novo rim. É isso o que se espera de um transplante”, diz.
Embolia x Embolização
Apesar do nome do procedimento (embolização) ser semelhante a uma grave condição de saúde, a embolia, os dois não devem ser confundidos.
O nefrologista esclarece a diferença: “a embolia, que é conhecida como um evento ruim, é a obstrução feita por coágulo. Mas ela acontece de forma aleatória e pode causar um dano maior ao órgão afetado, levando até a morte. Já na técnica da embolização, utiliza-se um material adequado para provocar essa obstrução, que é feita em um segmento determinado de um órgão. Então, é uma técnica bem direcionada”.
A embolização é considerada um procedimento endovenoso, ou seja, que é feito nos vasos sanguíneos. "É dentro do vaso que você vai obstruir o fluxo de sangue ou de linfa em determinada região do corpo humano”, afirma o médico.