Máscara de sangue menstrual volta a viralizar; saiba o que dizem especialistas

De acordo com Thiago Martins, biomédico, mestre em Medicina Estética e professor universitário, usar sangue menstrual como máscara facial não é recomendado

Esse tipo de prática é viral nas redes sociais

A internet possibilitou o acesso de muitas pessoas a informações importantes, mas também é um local onde várias ideias inusitadas são compartilhadas. Dessa vez, voltaram a viralizar nas redes sociais máscaras com sangue menstrual, que não são indicadas, segundo especialistas.

De acordo com Thiago Martins, biomédico, mestre em Medicina Estética e professor universitário, usar sangue menstrual como máscara facial não é recomendado.

“O sangue é um fluido biológico que pode conter microrganismos — mesmo em pessoas saudáveis — e sua aplicação tópica, fora de um ambiente controlado, pode desencadear irritações, dermatites de contato, infecções bacterianas e até desequilíbrios no microbioma cutâneo”, explicou.

“Além disso, como não há padronização, não se sabe a concentração de compostos ativos, tampouco como eles interagem com a barreira cutânea”, acrescentou.

Em alguns vídeos, criadores de conteúdo dizem que o sangue teria células-tronco ou nutrientes úteis, porém, “não há evidência científica robusta que comprove a eficácia dessa prática”. “A pele do rosto é uma barreira sensível, e a aplicação de substâncias biológicas sem controle pode provocar reações adversas”, afirmou o especialista.

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Perigoso

Para o biomédico, a disseminação dessas práticas nas redes sociais é preocupante.

“Esse tipo de conteúdo pode induzir pessoas, especialmente jovens, a adotarem práticas potencialmente perigosas, sem base científica e sem acompanhamento profissional”, afirmou Martins.

“Isso contribui para a banalização dos cuidados com a pele, incentiva o uso de métodos não testados e pode levar a complicações que exigirão tratamento posterior. Além disso, cria-se um ambiente de desinformação que dificulta o acesso a orientações seguras e fundamentadas”, finalizou.

Formada pela PUC Minas, é repórter da editoria de Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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