O
Durante a campanha Novembro Azul, o urologista Maurício Cordeiro esclarece que o câncer de próstata não acomete apenas homens idosos e reforça a importância do diagnóstico precoce.
Veja os mitos do câncer de próstata
O câncer de próstata não atinge somente homens idosos. Apesar de ser mais comum nessa faixa etária, o risco já começa a aumentar a partir dos 50 anos. Por isso, homens nessa idade precisam ficar atentos e fazer o acompanhamento adequado.
Outro mito é acreditar que apenas o exame de PSA (Antígeno Prostático Específico) é suficiente para identificar a doença. Ele é, de fato, um exame importante,mas não é o único. Segundo Cordeiro, já houve “casos significativos da doença em pacientes com PSA normal, através da realização do exame de toque”, afirmou o especialista ao Jornal da USP. Por isso, os dois exames devem ser feitos, já que um não substitui o outro.
Novembro azul: diagnóstico precoce do câncer de próstata tem 90% de chance de cura Rede Mater Dei chama atenção para o câncer de próstata e reforça a importância da prevenção no Novembro Azul
Sobre o tratamento, o especialista explica que podem existir riscos de complicações, especialmente quando há necessidade de remover totalmente a próstata, procedimento chamado de prostatectomia radical. A radioterapia, outra forma de tratamento, também pode gerar efeitos adversos.
“Na prostatectomia radical, a complicação mais temida é a incontinência urinária, que são as perdas involuntárias da urina.” Cordeiro destaca que esse risco diminuiu com o avanço das tecnologias, como a cirurgia robótica, mas ainda pode ocorrer. “Outra complicação temida é o risco de disfunção erétil, de impotência no pós-operatório, o que depende muito da gravidade da doença”, afirma. Para esses casos, hoje já existem alternativas de tratamento, como a prótese peniana.
A cirurgia robótica também tornou o processo menos invasivo.
Segundo ele, isso reduz o sangramento, diminui o tempo de internação e o período em que o paciente precisa utilizar sonda no pós-operatório. Além disso, contribui para uma recuperação mais rápida em relação à incontinência e à impotência
(Sob supervisão de Aline Campolina)