Barroso diz que julgamento de Bolsonaro exige 'serenidade'
Presidente do STF afirma que análise deve seguir a Constituição e ocorrer sem interferências externas

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou nesta segunda-feira (1º) que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro precisa ser conduzido com “serenidade” e sem qualquer tipo de interferência.
Apesar da declaração, Barroso não participará da análise, já que não integra a Primeira Turma, composta pelos ministros Alexandre de Moraes (relator do caso), Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Flávio Dino.
O ministro também destacou que golpes e rupturas institucionais marcaram a história do país e reforçou a importância de um julgamento justo para evitar retrocessos.
“A história do Brasil sempre foi história de golpes, contragolpes e tentativas de quebra institucional. Temos, desde a redemocratização, 40 anos de estabilidade institucional. Se comprovar que houve tentativa golpe, o julgamento ainda vai ocorrer, acho que é muito importante julgar, encerrar o ciclo do atraso no país”, complementou Barroso.
Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.



